O Jaraguá Futsal teve que adiar, por mais um ano, o sonho de conquistar o 10º título no Campeonato Catarinense. Em partida de volta, que valia vaga nas finais do estadual, o aurinegro não conseguiu superar o seu maior rival Joinville e saiu de quadra com a eliminação. A partida aconteceu na noite deste sábado (9), na Arena Jaraguá. Impulsionado pela torcida, que marcou presença, o Jaraguá iniciou o jogo com muita intensidade e determinação, mas apesar de ter mostrado bastante superioridade, o placar final ficou em 7 a 3 para os adversários.   A equipe jaraguaense precisava ganhar em tempo normal, para garantir a prorrogação e jogar por uma vitória ou empate, já que fez a melhor campanha na primeira fase do campeonato. Já o Joinville precisava apenas de um empate em tempo normal, já que garantiu a vitória no jogo de ida. De acordo com o técnico Fio, a eliminação não era esperada. “A equipe ainda se mostrou ansiosa e poderíamos ter ido mais longe. A questão é que alguma coisa faltou, mas as chances acabaram e não será possível reverter. Agora é esperar o que o futuro guarda para o time”, comenta Fio. O ala Yuri avaliou equilíbrio no clássico. “Fizemos um excelente primeiro tempo, criamos muitas chances, com muitos contra-ataques. Mas a equipe deles passa por um bom momento, e de confiança muito grande, e souberam explorar isso. Mas o ano foi válido, e é de se considerar que fomos eliminados pelas melhores equipes do Brasil, tanto na Liga Nacional como no Catarinense. Foi um ano de reestruturação e esperamos que 2018 seja ainda melhor”, finaliza. Agora o JEC/Joinville enfrenta o Concórdia, para buscar mais um título e fechar o ano com uma coleção de taças, após ter sido campeão da Taça Brasil e Liga Nacional. O jogo Apesar da desvantagem, com vitória do Joinville na última terça-feira (5), pelo jogo de ida das semifinais, o Jaraguá começou a partida bastante ofensivo e garantiu diversas tentativas ao gol. Aos quatro minutos, Willian fez uma roubada de bola e ficou de frente com o goleiro adversário, mas a chance foi desperdiçada. A resposta do JEC veio com gol minutos mais tarde. Aos 13, Felipe Melo abriu o placar. Mas o Jaraguá não deixou barato. Gava tentou um empate logo em seguida, mas mandou a bola pra longe. Um minuto depois, Assis deixou tudo igual na Arena após uma cobrança de falta, próximo à área de gol dos adversários. E o placar de 1x1 se manteve até o intervalo.
Foto: Yan Pedro/Replay Joinville
Foto: Yan Pedro/Replay Joinville
No segundo tempo, o Jaraguá mostrou sua garra e levantou a torcida com seu segundo gol assinado por Maikinho. Ao três minutos, 86 faz uma bonita roubada de bola - que estava com Jackson - e chutou no cantinho do goleiro Willian, mas mais uma oportunidade foi perdida. Ainda aos três do segundo tempo, a bola sobrou para Daniel que mandou uma bomba na trave dos adversários. O JEC conseguiu empatar novamente aos 16 minutos e, novamente, aos 14 com Jackson. Enquanto o Jaraguá investia ainda mais nas tentativas ao gol, Jé ampliou para o tricolor aos 11 minutos. Na metade do segundo tempo, o técnico Fio decidiu pela implantação do goleiro-linha com Willian. Mas o jogo para minutos depois, após uma falta de Schneider em cima do Jé. Schneider recebe cartão vermelho, e o Jaraguá passa a jogar com apenas 4 atletas em quadra. O Joinville aproveitou a vantagem e Jackson, novamente, amplia. Xuxa marca logo em seguida. Faltando quatro minutos para o fim do jogo, o Jaraguá trabalhou bem as jogadas com o goleiro-linha e diminuiu. Willian marca o terceiro gol do Jaraguá Futsal. No minuto seguinte, Joinville marcou o último gol da partida, com Jackson novamente. De acordo com o ala Jackson Samurai, o segundo tempo foi definitivo para o tricolor. “A nossa equipe veio preparada para a pressão que encontraria aqui na casa do Jaraguá. No primeiro tempo só marcamos e tivemos poucas tentativas, mas queríamos mudar isso no segundo tempo, então marcamos em cima e foi o que fez a diferença, cansando os adversários e conseguindo a vitória”, avalia. Para o ala 86, o primeiro tempo foi muito bom até por volta dos 14 minutos, mas depois o time sentiu a pressão. “Fomos muito superiores e, depois do empate, a equipe sentiu o golpe. Fizemos muita força pra virar e, mesmo assim, o jogo finalizou com o placar elástico. Ficamos tristes, mas precisávamos arriscar tudo pela vitória. A equipe lutou até o final”, complementa o jogador.