Há exatos quatro anos, Jaraguá do Sul vivenciou um momento histórico para o esporte da cidade e do Brasil.

As Olimpíadas de 2016 foram no Rio de Janeiro, mas vários municípios do interior brasileiro tiveram a oportunidade de curtir o espírito olímpico com a passagem da Tocha. E a população jaraguaense pôde sentir esse clima.

O dia 13 de julho de 2016 mal havia começado quando os primeiros visitantes curiosos chegaram na Scar para esperar pela Tocha Olímpica.

De pouco em pouco, crianças, jovens e adultos foram ocupando lugares nas calçadas do Centro Cultural, ansiosos por assistir de perto o revezamento da tocha, símbolo maior da história das Olimpíadas.

Não demorou muito até que uma multidão de mais de 300 pessoas estivesse reunida no local, vibrando a cada sinal. Quando ela finalmente chegou, a comoção foi geral.

Em meio à gritos, aplausos, fotografias e expressões de surpresa, a chama foi trazida com rapidez e poucos minutos depois a tocha já estava em movimento.

Momento da largada na Scar | Foto: Divulgação/PMJS

Durante todo o trajeto de 7,5km, passando por 10 ruas da cidade, pessoas observavam das calçadas, das janelas dos prédios e de dentro dos escritórios. Era difícil segurar a curiosidade.

No calçadão, por exemplo, as calçadas ficaram lotadas por aqueles que deram uma “paradinha” para espiar o comboio.

E quando ela passava, não era preciso mais do que alguns minutos para a rotina voltar ao normal - as ruas eram bloqueadas conforme o grupo chegava, sem muito alarde, sendo liberadas logo na sequência.

Ícones do esporte local estiveram entre os 28 condutores, sendo o último o ex-atleta do voleibol e idealizador do projeto Evoluir, Benhur Sperotto.

Diante de uma multidão, Sperotto foi o responsável por encerrar a cerimônia em um palco montado em frente à Arena Jaraguá.

“É uma honra muito grande ter sido escolhido para representar todos os atletas, técnicos e professores esportivos de Jaraguá do Sul. É um momento histórico e único, devemos nos sentir orgulhosos”, disse Sperotto na época.

Emoção de uma campeã

A ex-atleta Cornélia Holzinger Caglioni esteve na seleta lista de condutores da Tocha.

Com a emoção à flor da pele na época, a jaraguaense não escondeu a alegria de ter entrado para a história das Olimpíadas no Brasil.

“Esta é a minha realização olímpica”, disse ela, sem conseguir conter a emoção, enquanto o comboio se aproximava.

Cornélia começou a escrever o nome na história do atletismo catarinense aos 16 anos, quando se inscreveu na Escolinha de Atletismo do Baependi.

Competidora em diversas provas, a ex-atleta contabiliza no currículo inúmeras vitórias, entre elas 25 medalhas de ouro nos Jogos Abertos de Santa Catarina e quatro medalhas de ouro no Troféu Brasil de Atletismo, além de deter recordes estaduais.

“Para mim é uma emoção muito grande fazer parte deste momento, especialmente aqui, na minha cidade, no meio do meu povo. Enquanto atleta, conquistei muito mais do que imaginava, mas não tive a oportunidade de chegar a uma Olimpíada. Este é o momento em que eu posso fazer parte desta história”, declarou.

 

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