Os estádios catarinenses completam nesta quarta-feira (28) exatos 500 dias que não recebem público nas arquibancadas. Mas o retorno já está sendo estudado pelo Governo de Santa Catarina.

O governador Carlos Moisés pediu uma atenção especial sobre o assunto a Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur) e a Secretária de Estado da Saúde (SES).

Segundo o presidente em exercício da Santur, Renê Meneses, os estudos estão em andamento e será realizado um evento-teste, em Florianópolis.

Caso haja consenso, a volta dos torcedores só poderá ser feita a partir de setembro, já que a proibição está em vigor no decreto do governo estadual até 31 de agosto.

Mas vale ressaltar que os municípios são os responsáveis por fazer a fiscalização e dar a autorização final.

Por enquanto, apenas o governo de Minas Gerais autorizou a presença parcial de público nos estádios a partir de agosto, e do Distrito Federal, que já teve torcedores na arquibancada em um jogo do Flamengo, pela Libertadores.

O Maracanã também recebeu público em duas oportunidades, mas foram casos pontuais, como nas finais da Libertadores e Copa América.

Juventus apoia retorno dos torcedores

O longo período sem torcedores no estádio fez e continua provocando prejuízos aos clubes de futebol.

Em equipes consideradas menores, como o Juventus, a falta de arrecadação é ainda mais prejudicial, já que as rendas de bilheteria, bar e loja, por exemplo, são fundamentais para saúde financeira do clube.

Por tudo isso, a diretoria do Moleque Travesso apoia o retorno do público antes do final do ano, desde que sejam seguidos todos os protocolos para evitar a disseminação da Covid-19.

“Achamos muito importante o retorno do público nos estádios. Primeiramente seguindo todos os protocolos necessários e como nossa cidade tem um baixo índice de contaminação, acredito que a liberação seria aceita. E com toda certeza a parte de receita seria extremamente importante para a saúde financeira do clube. Acredito por nossa cidade ser exemplo em quase tudo, essa questão de segurança iríamos tirar de letra, somos um povo inteligente e respeitoso”, declarou o presidente Paulo Ricardo Marcelino.