Gerente de boate afirma que Daniel Alves “não agia normalmente”, diz jornal

Foto: Reprodução Instagram

Por: Isabelle Stringari Ribeiro

06/02/2024 - 13:02 - Atualizada em: 06/02/2024 - 13:48

No segundo dia do julgamento de Daniel Alves, acusado de estuprar uma jovem na casa noturna, em 30 de dezembro de 2022, os funcionários da boate Sutton, em Barcelona, prestaram depoimento, destacando que o jogador “não agia normalmente”. Um dos empregados relatou a dificuldade em persuadir a vítima a denunciar o suposto abuso.

A esposa do lateral, Joana Sanz, está programada para testemunhar nesta terça-feira (6) enquanto a defesa alega que Alves estava sob efeito de álcool, influenciando seu comportamento. O gerente da boate afirmou que Alves “não estava como sempre” e que foi complicado convencer a vítima a denunciar o jogador, ativando o protocolo de agressão, segundo informações do jornal espanhol La Vanguardia.

“Ou tinha bebido, ou tinha bebido alguma coisa, mas não estava a agir normalmente”, afirmou.

“Difícil convencê-la a denunciar”

O diretor disse que a vítima estava “alterada” e que foi “difícil convencê-la a denunciar (o jogador) e ativar o protocolo de agressão sexual”.

“Ela me disse que não iam acreditar nela. E que ela tinha entrado voluntariamente (no banheiro), que depois queria sair e não conseguia sair. Ela ficou bastante afetada”, declarou o depoente.

O depoente mencionou a alteração emocional da vítima e a dificuldade em convencê-la a denunciar o ocorrido. O protocolo espanhol exige a imediata acolhida da vítima, isolamento, atendimento médico e exames após uma denúncia de agressão sexual.