Daqui a exatos sete dias, o Juventus volta à campo pelo Campeonato Catarinense, após longa paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus.

Quase quatro meses desde o último compromisso oficial, o elenco comandado por Jorginho entra na semana decisiva e acerta os últimos detalhes para o duelo decisivo das quartas de final, contra o Figueirense.

Depois de ficar mais de 60 dias distante do estádio João Marcatto, o Tricolor foi um dos primeiros clubes do Estado a retomar as atividades presenciais, que aconteceram a partir do dia 21 de maio, três dias depois do time da capital.

Em tempos normais, seria o suficiente para chegar bem preparado. Mas em razão da pandemia, grande parte dos treinos seguiram um protocolo rígido, com os jogadores sendo direcionados apenas à parte física.

Foto: Divulgação/Juventus

Somente duas semanas atrás, os treinamentos coletivos com trabalhos técnicos/táticos foram liberados pelo governo estadual, o que segundo o técnico Jorginho, torna o retorno em uma incógnita.

“Não sabemos como os jogadores vão reagir, se adaptar novamente e tem a questão das lesões, que a chance é muito grande para quem fica parado por muito tempo. Esperamos que nenhuma equipe sofra com isso para fazer bons jogos”, disse o treinador.

Apesar do longo período parado, Jorginho afirma que os atletas vêm dando boa resposta nos treinos. Porém, isso só será comprovado no dia da partida, que acaba envolvendo diversos fatores.

“Só vamos saber isso realmente no jogo, porque você pode até treinar muito bem, mas o psicológico da partida pode fazer uma diferença física absurda para o bem ou para o mal. Então temos que aguardar o jogo para ver como vão responder na parte física e até técnica/tática”, destaca.

Juventus e Figueirense fazem o primeiro jogo das quartas na próxima quinta-feira (9), às 15h, no estádio João Marcatto.

A partida de volta acontece três dias depois, às 18h30, no estádio Orlando Scarpelli, que foi liberado pela Prefeitura de Florianópolis nesta quinta.

Ansiedade pela volta

Mesmo com uma grande experiência na carreira, o técnico Jorginho não esconde a ansiedade pelo primeiro jogo após a paralisação.

Afinal, não se trata apenas de um simples embate valendo a classificação à semifinal do Estadual, mas sim da consolidação do crescimento do Moleque Travesso no nível estadual e nacional.

“Aquele friozinho na barriga sempre existe e todo mundo está ansioso, nervoso e preocupado, com o físico dos atletas e sabendo que podemos ajudar o clube em muita coisa. Se classificarmos entre os quatro e chegar à Copa do Brasil deixamos o clube em uma situação bem melhor no ano que vem. Temos que pensar em tudo isso e não é fácil. Não é só o jogo em si, é muita coisa por trás”, ressalta o treinador.

E baseado na motivação do lateral-esquerdo Luiz Henrique, tudo leva a crer que o time jaraguaense está pronto para bater de frente com o maior campeão do Estado.

“Vai ser muito bom voltar a jogar e competir nesse nível. Os treinos têm sido bons. Estamos trabalhando duro para criarmos um bom ritmo de jogo. Estamos prontos para essa partida importante contra o Figueirense”, destacou.

 

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