Após duas semanas de isolamento em São Paulo, o ex-lutador do UFC Serginho Moraes está recuperado do coronavírus.

Mesmo com uma vida dedicada ao esporte, o atleta relatou o sofrimento vivido durante os 14 dias com a doença.

“Eu sempre respeitei a doença. Tenho muitos amigos nos Estados Unidos, na Europa, e conversava com eles, via que a coisa estava séria pelo que falavam. Eu achava que, por nunca ter bebido, fumado, não viver em noitada, que pegaria e seria tranquilo. Não foi nada tranquilo, é sério mesmo. A doença é agressiva. Se você acha que tem histórico com atividades física, é atleta, e não vai pegar, tira isso da cabeça. É bom se cuidar. Se para nós que temos vida saudável é difícil, imagina para quem não tem. Quando eu estava doente, pensava que não queria nada que meus pais, minha irmã e meus filhos passassem por isso. A galera tem que se conscientizar e se cuidar”, declarou ao Combate.com.

Apesar de dores fortes na cabeça e febres elevadas, Serginho foi medicado em casa por um amigo e não precisou ser internado.

“Foram duas semanas bem "trashes". Tive todos os sintomas. Os mais assustadores foram a febre constante de 40 graus e a dor de cabeça. Não dá para achar uma posição para a cabeça. Perdi o olfato, não sentia gosto, era bizarro. Sabia que estava comendo feijão porque estava vendo (risos). Com quatro ou cinco dias de Covid-19, o Felipe falou para eu colocar a máscara e dar uma volta para ver se eu tinha falta de ar. Eu disse: "Está louco? Vou sentir falta de ar andando?". Saí dos fundos da casa da minha mãe, onde eu fiquei isolado, e subi o andar do sobrado. Não precisei nem sair na rua, já estava com falta de ar. Foi bizarro (risos) - explicou o atleta.

 

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