Um dos principais responsáveis por levar o Juventus à semifinal do Campeonato Catarinense de 2020, o técnico Jorginho deu o que falar nesta quarta-feira (20).

Em entrevista publicada pelo Uol, o atual treinador do Figueirense não mediu as palavras para falar sobre personagens que passaram e ainda continuam no futebol brasileiro.

Um dos nomes criticados pelo comandante foi do seu companheiro de profissão Jorge Jesus, ex-Flamengo e hoje no Benfica, de Portugal.

“Queria ver a hora que ele chegasse num clube que ele não tivesse jogadores com a mesma qualidade que tinha o Flamengo. Foi para o Benfica, cadê? Ele não conseguiu fazer o mesmo lá e olha que o time tem mais dinheiro que o Flamengo e poderia ter jogadores ainda melhores. Mas não conseguiu montar um time, não conseguiu fazer nada", disse.

Outro ‘alvo’ foi Jorge Sampaoli, técnico do Atlético-MG, relembrando o período em que ele não teve sucesso na Copa do Mundo de 2018, pela Argentina.

“Uma vez eu estava num programa de rádio e os caras falaram assim: ‘Pô, o Sampaoli é fera e não sei o que’. Em seguida me perguntaram o que achava dele. Eu virei e perguntei se eles realmente achavam que o cara era fera. Responderam que sim, que era um dos melhores do mundo. Aí falei que o cara trabalhou com o Messi, Di Maria e Dybala, com um monte de fera, e não conseguiu se classificar na primeira fase (da Copa do Mundo). Acabou a conversa e deram o braço a torcer, mudaram de opinião", declarou.

Quem também não passou impune por Jorginho foi o atacante Gabigol, um dos destaques do Flamengo nas conquistas da Libertadores e Brasileiro de 2019, que segundo ele, é um ‘jogador problema’.

“A grande culpada disso [queda de rendimento do Flamengo] é a direção porque quando mandou o Doménec embora, passou a mão na cabeça dos jogadores e está passando de novo. Quanto eles gastaram no Gabigol? Você acha que eles recuperam? Nunca mais. Sabe por quê? Porque lá fora ninguém quer mais. É um jogador problema e que não resolve p... nenhuma. Se fosse bom estava resolvendo. O Zico, quando jogava lá, resolvia o problema. Essa é a diferença entre atleta e jogador”, finalizou.

Na entrevista, Jorginho ainda falou do trabalho no Palmeiras de 2009, quando foi de interino a líder do Brasileirão após a demissão de Luxemburgo. Porém, viu o time derrapar com a chegada de Muricy Ramalho.