Um dos representantes do Brasil na história da Fórmula 1, Antônio Pizzonia foi preso no último sábado (10), no Condado de Montgomery, no Texas, Estados Unidos.
De acordo com o TMZ Sports, Pizzonia foi detido por agressão durante uma etapa da competição de kart Superkarts USA Winter Series. Após seu filho ser desclassificado da final da categoria X30 Junior, o ex-piloto agrediu um homem, que não teve sua identidade divulgada, com um chute e um soco.
Liberado da prisão horas depois, Pizzonia se manifestou nas redes sociais, afirmando que o filho estava sendo “coagido” e o defendeu de forma instintiva.
“Pessoal, estou bem. Estou em casa. De fato, houve um episódio no qual, hoje, eu teria reagido de forma diferente. Entendi naquele momento que meu filho, uma criança, estava sendo coagido por outro adulto e, instintivamente, o defendi”, disse.
Segundo a AFP, o brasileiro pagou uma fiança de US$ 750 (cerca de R$ 4 mil) para ficar em liberdade.

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Natural de Manaus (AM), Antônio Pizzonia chegou à Fórmula 1 em 2002, quando estreou como piloto de testes da Williams, uma das equipes mais tradicionais da categoria. Em 2003, foi contratado pela Jaguar, equipe pela qual competiu até 2004.
No mesmo ano, o brasileiro retornou à Williams e ganhou nova oportunidade ao substituir o alemão Ralf Schumacher em quatro provas. A despedida da Fórmula 1 aconteceu em 2005, novamente com a Williams, quando participou de mais cinco corridas.
Ao todo, Pizzonia disputou 20 Grandes Prêmios na principal categoria do automobilismo mundial. Seu melhor resultado foi o sétimo lugar, alcançado em quatro ocasiões, sempre defendendo a equipe inglesa.
O amazonense ainda foi campeão da Fórmula Vauxhall e da Fórmula Renault na Inglaterra, além de conquistar o prestigiado título da Fórmula 3 Inglesa, competição que revelou diversos nomes da Fórmula 1.
O ex-piloto também deixou sua marca no automobilismo brasileiro ao competir na Stock Car, com estreia em 2007 e participação até 2018.