Após uma reunião realizada nesta quinta-feira (16), no Centro de Formação e Treinamento (CFT) do Cambirela, o elenco do Figueirense decidiu, em conjunto, não conceder entrevistas à imprensa. O encontro contou com a participação do gerente de futebol, Túlio Guerreiro, e ocorreu em meio ao impasse envolvendo os atrasos salariais no clube.
Apesar da insatisfação, os jogadores mantiveram a programação e treinaram normalmente. Havia a possibilidade de paralisação das atividades como forma de protesto pelos vencimentos em atraso.
A reunião durou cerca de uma hora e meia. Ao fim das conversas, o grupo optou por adotar a chamada “lei do silêncio”, suspendendo temporariamente as entrevistas. O meia Dudu era o atleta escalado para falar com os jornalistas, mas a coletiva foi cancelada e o gerente de futebol, Túlio Guerreiro, explicou a situação.
Segundo o dirigente, a diretoria trabalha para encontrar alternativas que permitam regularizar os pagamentos. Uma nova reunião está prevista para a próxima segunda-feira (20), quando a direção pretende apresentar um posicionamento sobre o cenário financeiro.
A situação tem afetado diretamente o dia a dia dos jogadores. Alguns atletas enfrentam dificuldades financeiras que impactam até mesmo questões familiares e de deslocamento para o CT.
Os jogadores contratados para a temporada de 2026 acumulam dois meses de salários atrasados. Já os remanescentes de 2025 têm dois meses de atraso nos pagamentos referentes aos direitos de imagem.
De acordo com a diretoria, o diretor executivo da SAF, Rafael Franzoni, busca alternativas para captar recursos e quitar os débitos com o elenco. O clube também confirmou que deve negociar atletas nesta janela de transferências. Entre as possíveis saídas está o lateral Léo Maia, que recebeu uma proposta do futebol europeu.