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Designer de SC processa Flamengo e empresa por plágio em materiais esportivos

Camisa desenhada pelo designer (E) e a produzida por empresa (D) | Foto: Reprodução

Por: Lucas Pavin

22/03/2022 - 17:03 - Atualizada em: 22/03/2022 - 17:34

Natural de Florianópolis, o designer Felipe Silva acusa a Braziline, empresa de materiais esportivos, de plágio em desenhos de camisas de futebol para comercializar produtos licenciados.

Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Flamengo e Vasco estão entre os clubes envolvidos. O catarinense cobra R$ 1,9 milhão da empresa, que fez a produção e venda, e R$ 1,5 milhão do Flamengo, que vende as vestimentas em sua loja oficial.

Camisa do Botafogo do designer e da empresa | Foto: Reprodução

Em Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de design, em 2018, Felipe criou camisas de clubes da Série A como se todos fossem da mesma empresa de materiais esportivos. Depois, ele divulgou as peças nas redes sociais e algumas camisas viralizaram.

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“Meus layouts foram para um projeto acadêmico, no qual foram apresentados para um orientador, aprovados por uma banca e também por uma instituição acadêmica. E, quando divulgado em redes sociais, sempre deixei explícito que não era uma loja, não vendia camisas e que eram apenas projetos fictícios”, disse.

Dois anos após a apresentação do TCC, o catarinense acabou encontrando peças parecidas com seus projetos.

“Eram produtos licenciados por diversos clubes brasileiros e desenvolvidos, fabricados e comercializados pela empresa Braziline. Procurei um advogado e demos prosseguimento com uma notificação extrajudicial para a empresa e também com os clubes que licenciaram a marca. Eles estavam lucrando comercialmente com as camisas em suas lojas oficiais”, contou.

Foto: Reprodução

Segundo o advogado de Felipe, Hugo Leitão, cada clube deve receber uma ação na Justiça, além da Braziline e Flamengo.

“Possivelmente serão várias ações, porém, demos início contra o Flamengo, que vende a camisa na loja própria e o lucro é 100% dele. O processo no Rio de Janeiro deveria estar em segredo de justiça, mas acabou vazado já no dia seguinte à sua distribuição, que foi em um final de semana. Achei perigoso para ele, porque alguns torcedores começaram a destilar ódio pela internet, fazendo nascer um verdadeiro tribunal da internet com várias pessoas julgado sem conhecer o caso, etc… Desta forma encerramos a ação por lá e redistribuídos”, afirmou.

*Com informações de GE

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Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.