Defesa de Daniel Alves muda versão de novo e alega embriaguez do jogador

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Por: Lucas Pavin

17/01/2024 - 16:01 - Atualizada em: 17/01/2024 - 16:24

A defesa de Daniel Alves fará mais uma tentativa para absolvição do jogador acusado de estupro contra uma mulher de 23 anos, em uma boate de Barcelona, na Espanha, no fim de 2022.

Segundo os jornais La Vanguardia e El Periódico, os advogados alegarão que o brasileiro estaria embriagado no momento do suposto crime e não se lembra do ocorrido.

Essa será a quinta versão apresentada pelo lateral para tentar atenuar sua pena no julgamento previsto entre os dias 5 e 7 de fevereiro.

Os veículos também afirmam que a defesa quer o testemunho da ex-esposa de Daniel Alves, a modelo Joana Sanz, para relatar que ele chegou em casa “muito perturbado” após o caso na boate. Porém, ela estava fora de Barcelona naquela data.

O Ministério Público pede nove anos de prisão ao ex-jogador da seleção brasileira, enquanto a defesa da vítima pede a condenação por 12 anos, que é a pena máxima prevista para esse tipo de crime na Espanha. Além disso, exige uma indenização de 150 mil euros (cerca de R$ 800 mil) por sequelas físicas e psicológicas.

A defesa também solicitou uma medida protetiva impedindo que Daniel Alves se aproxime da moça por menos de um quilômetro durante 10 anos após o cumprimento da pena.

O caso

O jogador de 40 anos está em prisão preventiva sem direito a fiança desde o dia 20 de janeiro e nega ter cometido o crime, que teria acontecido no dia 30 de dezembro de 2022, na boate Sutton, em Barcelona.

Em depoimento, a mulher afirmou que dançou com o jogador até que ele “levou várias vezes a mão dela até seu pênis, que ela retirou assustada”. Durante a madrugada, ele pediu a ela para segui-lo até uma porta, que era do banheiro, onde o brasileiro a teria penetrado de maneira violenta até ejacular.

Ao sair do local, a jovem contou o ocorrido para uma amiga, que chamou a segurança da balada, mas Daniel Alves já havia ido embora. Logo depois, a vítima foi a um hospital para fazer exames e fez a denúncia à polícia dois dias depois.