A advogada da vítima que acusa Daniel Alves de agressão sexual pediu 12 anos de prisão ao brasileiro, que está preso desde janeiro em Barcelona, na Espanha, onde essa é a pena máxima para o crime.

Os advogados do jogador brasileiro de 40 anos agora terão cinco dias para apresentar o documento oficial da defesa à Audiência de Barcelona, corte de maior instância da cidade onde ocorrerá o julgamento do jogador, que ainda não tem data definida.

Na semana passada, a defesa da mulher recusou um acordo com o lateral e reiterou que "qualquer delito contra a liberdade sexual torna os danos morais e as sequelas irreparáveis".

Além disso, solicitou uma medida protetiva impedindo que Daniel Alves se aproxime da moça por menos de um quilômetro durante 10 anos após o cumprimento da pena.

O caso

O jogador de 40 anos está em prisão preventiva sem direito a fiança desde o dia 20 de janeiro e nega ter cometido o crime, que teria acontecido no dia 30 de dezembro de 2022, na boate Sutton, em Barcelona.

Em depoimento, a mulher afirmou que dançou com o jogador até que ele "levou várias vezes a mão dela até seu pênis, que ela retirou assustada". Durante a madrugada, ele pediu a ela para segui-lo até uma porta, que era do banheiro, onde o brasileiro a teria penetrado de maneira violenta até ejacular.

Ao sair do local, a jovem contou o ocorrido para uma amiga, que chamou a segurança da balada, mas Daniel Alves já havia ido embora. Logo depois, a vítima foi a um hospital para fazer exames e fez a denúncia à polícia dois dias depois.