O título do Campeonato Jaraguaense da Primeira Divisão 2016 é do Cruz de Malta. Diante de um grande público que compareceu em peso no Estádio Eurico Duwe, na tarde deste domingo (27), os cruzmaltinos mantiveram a vantagem dos empates por terem feito melhor campanha na fase classificatória e ao segurar o placar zerado no tempo normal e prorrogação, contra o arquirrival Vitória, levantou pela décima segunda vez o troféu de campeão, abrindo frente como a equipe mais vitoriosa da história da disputa. Os times entraram em campo com posturas diferentes. Enquanto o Cruz de Malta valorizava e tinha o domínio da posse de bola, o Vitória apostava no erro do rival para surpreender nos contra-ataques. Mas com excessivos erros na troca de passe, ambas as equipes tinham dificuldades para chegar a meta adversária, resultando em uma etapa inicial com pouquíssimas oportunidades de gol. As melhores chances foram do Vitória, em duas bolas com o atacante Mico, mas a zaga cruzmaltina apareceu bem em ambas para evitar o pior. Foto: Lucas Pavin/Agência Avante! Logo no início do tempo extra, os donos da casa por pouco não tiraram o zero do placar. Em lance incrível, Maba recebeu belo passe de Matheus e cara a cara com Wagner, tirou do goleiro, mas a bola bateu na trave. No rebote, o mesmo Maba tinha tudo para marcar, mas chutou mascado e a zaga chegou a tempo de afastar o perigo. Precisando do triunfo para sair com o título, o Vitória se lançou ao ataque e o duelo ficou aberto. O gol salvador quase veio com Pedreiro, que cortou a marcação e finalizou da intermediária, mas a bola passou tirando tinta da trave esquerda. A tensão foi tomando conta no fim do jogo e o Cruz de Malta passou a usar o contra-ataque como grande arma, enquanto o Vitória tentava chegar através do ‘chuveirinho’ na área. Apesar da insistência nas bolas aéreas, o time verde e amarelo não conseguiu furar a boa defesa do Cruz de Malta, que segurou o empate e comemorou o título. Foto: Lucas Pavin/Agência Avante! Além do título, o Cruz de Malta faturou a premiação de defesa menos vazada, com apenas três gols sofridos. Já o artilheiro foi o atacante Mico, do Vitória, com sete tentos anotados. A campanha do décimo segundo título dos cruzmaltinos foi marcada por oito jogos, com duas vitórias e seis empates, marcando oito gols e sofrendo três. O Vitória também jogou por oito vezes, vencendo quatro, empatando duas e perdendo outras duas. Anotaram dezessete gols e sofreram treze.