Já se passou um mês desde a desastrosa eliminação da Seleção na Copa do Mundo FIFA de 2026. Uma Noruega liderada por Erling Haaland, mas notavelmente mais fraca que a equipe de superestrelas do Brasil, eliminou os comandados de Carlo Ancelotti do torneio nas oitavas de final, confirmando o maior jejum de títulos mundiais na história do país.
Mas agora o Brasil precisa virar a página e olhar para o futuro: a próxima Copa América acontece em 2028, e a Copa do Mundo de 2030 trará uma pressão ainda maior para que a Seleção traga a taça de volta para casa. Ancelotti tem contrato para permanecer no cargo durante todo o ciclo e deve enfrentar seu primeiro desafio pós-Copa em setembro, com amistosos na Austrália – nos quais você pode fazer sua aposta usando o código f12, caso queira entrar no jogo.
Como Ancelotti pode resolver os problemas da Seleção?
Ao longo da Copa do Mundo, o Brasil foi ocasionalmente rotulado como um amontoado de talentos individuais, em vez de um conjunto que brilhava de forma coletiva. É bem provável que Ancelotti tivesse uma filosofia tática em mente para sua equipe executar, mas lhe faltou tempo hábil para implementar suas ideias.
Após a derrota para a Noruega, o treinador da Seleção enfatizou que aquele era o início de um “novo ciclo”. Agora, ele terá o tempo necessário para implementar um esquema tático claro, que se tornará o pilar fundamental da preparação para a Copa do Mundo de 2030, bem como para a Copa América de 2028. Isso deverá refletir nitidamente no desenho tático da equipe, na forma como ela controla o jogo e na frequência de criação de jogadas de perigo, fatores que impactarão diretamente os resultados.
Ao erguer a taça, a Espanha provou que construir uma equipe coesa, em vez de simplesmente reunir as melhores peças individuais, é o que realmente faz a diferença em torneios de tiro curto. La Roja pode até contar com jovens talentos como Lamine Yamal e Pau Cubarsí, mas eles construíram entrosamento jogando juntos de forma consistente ao longo dos anos, o que teve um impacto direto nos resultados.
Renovação: sai o antigo, entra o novo
O sucesso espanhol deixa uma lição importante para Ancelotti: uma base jovem é capaz de vencer, especialmente quando os atletas já atuam juntos no futebol de clubes. O italiano precisará aproveitar o entrosamento e as conexões construídas ao longo do tempo: as estrelas do Real Madrid (Vinícius Jr., Rodrygo e Endrick) funcionarão tão bem pela seleção quanto em seu clube. No entanto, Ancelotti terá que tomar decisões difíceis em relação a alguns dos veteranos.
Sem dúvida, o maior ponto de interrogação em torno da equipe canarinho é como ela planeja substituir sua geração mais envelhecida. Enquanto nomes como Gabriel Magalhães, Vinícius Júnior e Bruno Guimarães continuarão à disposição daqui a quatro anos, o mesmo não se pode dizer de Casemiro, Alisson Becker e Marquinhos, que terão 38, 37 e 36 anos, respectivamente.
O trio exerce um forte papel de liderança neste elenco, e não poder contar com eles em 2030 certamente dificultará a vida dos demais jogadores. Identificar quem tem a capacidade de assumir essa responsabilidade, caso eles não estejam disponíveis, é uma obrigação para que a equipe consiga evoluir.
Com a aposentadoria de Neymar do futebol de seleções, talvez tenha chegado o momento de a nova geração assumir o protagonismo do Brasil. Há muito talento pedindo passagem; basta a confiança de um técnico do calibre de Carlo Ancelotti para transformá-los em reais candidatos ao título de uma Copa do Mundo. Ele tem quatro anos para fazer isso dar certo.