A Série B do Campeonato Catarinense 2018 começa a ganhar forma. Em reunião do conselho técnico realizado na noite de terça-feira (7), na sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), em Balneário Camboriú, ficou definido que a competição terá início no dia 3 junho - quase um mês mais cedo em relação a atual temporada - e termina em 26 de agosto, com a definição dos dois clubes promovidos à elite do futebol estadual. O diretor executivo do Juventus, Tiago Borges, representou o clube jaraguaense no encontro, no qual não foi discutida a fórmula de disputa e o regulamento, já que o Estatuto do Torcedor obriga que o formato seja repetido por pelo menos duas edições seguidas. Portanto, a competição será disputada da mesma forma que foi em 2017, com a participação de dez equipes, que se enfrentam no sistema de pontos corridos, em turno e returno, com o campeão de cada etapa garantindo vaga na semifinal, que ainda reúne os dois melhores times da classificação geral. Os dois finalistas ascendem à Série A. Apesar da manutenção do formato, o certame ainda pode sofrer uma grande mudança. Às vésperas da Série B deste ano, uma liminar derrubou o artigo que o campeonato deveria ser disputado na categoria Sub-23, com apenas cinco atletas acima da idade. Esta medida segue suspensa. Porém, no mês de março de 2018, haverá julgamento para uma nova resolução do processo. Na reunião da última terça-feira, foi feita uma nova votação entre as equipes e novamente a maioria optou pelo Sub-23, com 35 votos a favor e 26 contra. Ou seja, se a FCF conseguir manter o artigo no julgamento, onde será réu, a Série B volta a ter limite de idade. De acordo com Borges, o Juventus foi a favor da mudança. “Temos que pensar mais na questão econômica. Os clubes sofrem financeiramente para conseguir patrocínios. Com Sub-23, tudo fica mais nivelado e é mais fácil de disputar o campeonato”, disse o dirigente. Além do Moleque Travesso, estarão na briga pelo acesso o Barra, Camboriú, Fluminense de Joinville, Guarani de Palhoça, Marcílio Dias e Operário de Mafra. As grandes novidades ficam por conta do Almirante Barroso e Metropolitano, rebaixados da divisão de elite, e o Blumenau, campeão da Série C. Outras novidades A reunião na sede da FCF ainda trouxe novas medidas no futebol catarinense, que serão implantadas já a partir do ano que vem. A principal delas é um novo regimento relacionado as normas de estádios, como uma estrutura apropriada para receber equipes adversárias nas categorias de base e os laudos de liberação que devem ser entregues no prazo máximo de 120 dias. Caso contrário, a equipe não poderá entrar em campo. Outra novidade é a comercialização do Estadual de modo uniforme, que será feita pela Associação de Clubes com a venda de placas para todos os participantes e transmissões de jogos, que devem ser feitas novamente pela Ric Record. Além disso, os clubes não precisam mais arcar com os custos de bola, que serão fornecidas pela Federação Catarinense. Ainda há uma tentativa conjunta da FCF e Associação, juntamente com os clubes da Série A, em repassar verbas de arbitragens para as equipes da Série B. “Isso fortalece a competição. R$ 30 mil não é muito para um clube de Série A, mas é um valor significativo para os da segunda divisão”, afirmou Tiago Borges. “A postura da Federação Catarinense está sendo muito importante. Ela está ouvindo os clubes e pensando no melhor para o futebol catarinense. Trabalhei pouco com a antiga presidência, mas estou vendo agora realmente como uma entidade deve administrar seu produto”, finalizou o dirigente juventino. Trabalho na base Após anunciar a reativação das suas categorias de base no mês de setembro, o Juventus iniciou os trabalhos de avaliação em outubro, recebendo cerca de 15 novos atletas de três categorias a cada semana, que passam por uma bateria de testes coordenadas e comandadas pelos técnicos Rafael Rocha e Adriano de Souza. Até o momento, foram aprovados nove meninos no Sub-15, treze no Sub-17, e sete no Sub-20. “A nossa avaliação é focada em um trabalho como se os atletas fossem do profissional. Temos meninos bons, mas ainda temos que lapidar algumas coisas. Com o tempo vamos saber se estarão prontos para treinar com o profissional e jogar uma Série B”, declarou Adriano. Segundo o diretor executivo Tiago Borges, o clube ainda sofre com alguns paradigmas por parte da comunidade, que estão sendo trabalhados para estreitar ainda mais essa relação em prol do clube e do futuro dos atletas. “Temos uma dificuldade em que a cidade ainda não entendeu que o Juventus é um clube profissional. A probabilidade de você estar na base de um clube como Juventus é infinitamente maior que integrar as equipes do Avaí, Figueirense, Chapecoense, entre outras. O processo deles é muito mais rigoroso e você se inserindo na base do Juventus pode acabar se destacando, ganhando visibilidade e ir para um clube grande mais facilmente. Então isso é uma coisa que está dificultando nossa captação, mas mesmo assim, estamos mudando um pouco esse paradigma”, destacou.