Com uma dívida de cerca de R$ 50 milhões, o JEC protocolou pedido de recuperação judicial para evitar falência. Se não bastasse a crise financeira e a escassez de competições para disputar, o processo ainda gerou polêmica no clube.

O Conselho Deliberativo do Joinville alegou não ter sido consultado e o presidente Darthanhan Oliveira criticou Charles Fischer, presidente da instituição.

“É inaceitável que uma diretoria, ao apagar das luzes, queira decidir sozinha sobre pedido de RJ (recuperação judicial). Algo que pode comprometer o futuro do clube tem que ser debatido entre todos os poderes incluindo os sócios em Assembleia Geral. É uma questão de ordem legal, ética e de transparência”, disse.

Em entrevista ao ‘O Município’, de Joinville, que divulgou o caso, Darthanhan afirmou que se a Justiça negar o pedido, o Tricolor teria que decretar falência, podendo ser refundado e cair automaticamente para terceira divisão do Campeonato Catarinense.

Já em caso de aprovação, o clube poderá iniciar um cronograma de pagamento das dívidas e acerto com os credores para evitar a falência.

A polêmica chega em meio às tratativas para o JEC se tornar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). No fim do ano passado, foi montada uma comissão para estudar a viabilidade do negócio.