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Cidade de SC é reconhecida como Capital Nacional da Maior Onda do Brasil

Foto: Βruno Oliveira/@bredoliveira

Por: Lucas Pavin

08/07/2026 - 18:07 - Atualizada em: 08/07/2026 - 18:37

Em reconhecimento concedido pelo Governo Federal por meio da Lei nº 15.461, sancionada na última terça-feira (7), Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, passou a ostentar oficialmente o título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil.

Conhecido entre os surfistas como a “Nazaré Brasileira”, o local reúne condições que favorecem a formação das maiores ondas já registradas no país. O reconhecimento é resultado de uma mobilização iniciada por entidades ligadas ao surfe de ondas grandes.

Segundo Reinaldo Langer Jaeger, gestor do movimento Big Waves Brasil, o processo começou após um pedido de uma associação de Jaguaruna, que buscava o reconhecimento oficial do município.

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“A gente reuniu relatos de atletas, reportagens, imagens e diversos documentos. Mas foi solicitado um estudo técnico que comprovasse a informação. A Prefeitura de Jaguaruna contratou um oceanógrafo especialista em medição de ondas, e o levantamento confirmou que a Laje da Jagua abriga a maior onda do Brasil”, explicou.

Com a documentação técnica em mãos, o Projeto de Lei nº 1.960/2022 avançou no Congresso Nacional. A proposta recebeu parecer favorável na Comissão do Esporte e na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. No Senado, também foi aprovada pela Comissão de Esporte antes de seguir para sanção presidencial.

Além de reconhecer a relevância esportiva da Laje da Jagua, a lei destaca o potencial turístico do município e fortalece Jaguaruna como referência nacional no surfe de ondas grandes.

Palco de recordes

A fama da Laje da Jagua cresceu ainda mais nos últimos anos com a quebra de recordes nacionais. Em 30 de julho de 2025, o surfista Lucas Chumbo entrou para a história ao surfar uma onda de 14,82 metros, considerada a maior já registrada no Brasil. A marca superou o recorde anterior, de 13,7 metros, pertencente a Thiago Jacaré.

Pouco menos de um ano depois, em 11 de maio de 2026, foi a vez da catarinense Michaela Fregonese escrever seu nome na história do esporte. Após a passagem de um ciclone pelo litoral sul catarinense, ela surfou uma onda de 12,25 metros, estabelecendo o maior registro já alcançado por uma mulher no país.

As medições das ondas foram realizadas por meio de análises técnicas de imagens em vídeo e fotografia. O processo considera diferentes parâmetros, como a altura do atleta, a posição na prancha, a distância entre a base e a crista da onda e a escala em pixels das imagens, garantindo precisão na validação dos recordes.

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Lucas Pavin

Jornalista esportivo, com a missão de informar tudo o que rola na região, seja na base, amador ou profissional.