Na noite desta quarta-feira (18), a pequena cidade de Salete, localizada no Alto Vale do Itajaí, que possui cerca de 7 mil habitantes, estará na torcida por um de seus filhos ilustres, o ex-jogador de futebol, e hoje treinador do Internacional de Porto Alegre (RS), Odair Hellmann. A partir das 21h30, a equipe gaúcha recebe o Athletico Paranaense, no Estádio Beira-Rio, para a partida que decide o campeão da Copa do Brasil.

Após perder o confronto de ida por 1 a 0, o time comandado por Hellmann precisa vencer por dois gols de diferença para levantar a taça. Vitória colorada por um gol de vantagem leva a definição do título para os pênaltis. Os paranaenses jogam pelo empate.

Foto Ricardo Duarte/Inter

Aos 42 anos, Odair, chamado curiosamente de "Doda" em sua cidade natal, pode ajudar o Internacional a ganhar o bicampeonato da competição e acabar com um incômodo jejum de 27 anos sem conquistar um campeonato nacional.

Ocupando o cargo há um ano e nove meses, o saletense já coleciona marcas expressivas no clube. Ele é o técnico mais longevo desde Rubens Minelli, bicampeão brasileiro na década de 1970, e dono do segundo trabalho mais duradouro do Brasil, atrás apenas de Renato Gaúcho, técnico do rival Grêmio.

Carreira como jogador

Aos 14 anos, Hellmann foi em busca do seu sonho e conseguiu ser aprovado em um teste justamente no Internacional, onde iniciou a carreira de jogador como volante. Durante o processo de formação, colecionou convocações para seleções de base e disputou o Mundial sub-20 em 1997.

Foto Arquivo Pessoal

Odair deixou o Inter na virada do milênio e passou por Fluminense (RJ), Remo (PA) e clubes de países como Suécia e Hong Kong. No início de 2009, a carreira como atleta se encerrou após um triste episódio: o acidente com o ônibus do Brasil de Pelotas (RS), que ocasionou a morte de três pessoas - o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis Gouveia e o atacante Cláudio Milar.

Em decorrência do acidente, Hellmann sofreu uma lesão lombar que o impediu de se mexer por um período de seis meses. No mesmo ano, o catarinense voltou para o Inter como observador das categorias de base, abrindo caminho para que se tornasse treinador.

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