Nesta terça-feira (15), a Procuradoria de Milão encaminhou ao Ministério da Justiça da Itália o pedido de extradição e de prisão internacional de Robinho.

O jogador e o amigo Ricardo Falco foram condenados no dia 19 de janeiro, em última instância, a nove anos de prisão por violência sexual em grupo contra uma jovem albanesa quando jogava no Milan em 2013.

A justiça italiana quer que os dois cumpram a pena no Velho Continente, já que a Constituição Federal de 1988 não permite que brasileiros sejam extraditados do país.

O Ministério da Itália ainda deve enviar o pedido formal de prisão e extradição para a pasta brasileira nos próximos dias.

Além dos nove anos de prisão, Robinho também terá de pagar uma indenização de 60 mil euros (cerca de R$ 372 mil na cotação atual).

O caso

O crime aconteceu na madrugada de 22 a 23 de janeiro de 2013, numa boate de Milão chamada Sio Café, na época em que o brasileiro atuava pelo Milan.

A vítima diz que foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros, segundo a denúncia da Procuradoria da cidade, participaram da violência sexual.

Em depoimento, em abril de 2014, Robinho negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima, mas disse que foi uma relação consensual de sexo oral e sem outros envolvidos.

A primeira condenação do jogador foi em 2017, época em que jogava no Atlético-MG. Depois, ele passou pelos turcos Sivasspor e Istambul Basaksehir.

Em outubro de 2020, Robinho chegou a ser anunciado pelo Santos, mas após a grande repercussão pelo caso de estupro, o clube rompeu contrato.