A noite de quinta-feira (10) teve um nome no Centreventos Cau Hansen: Starks. O americano só não fez chover em quadra. Mas, apesar da noite inspirada, o Joinville não conseguiu segurar o Mogi e sofreu a primeira derrota de 2019: 84 a 90.

O equilíbrio da segunda etapa levou o jogo ao overtime, mas o mais experiente time mogiano soube fazer valer o favoritismo.

Starks foi o cestinha do Joinville com 34 pontos, sendo superado apenas por Batista, que anotou 35 e ainda saiu de quadra com um double-double, com 11 rebotes na conta.

Destaque também para Jefferson Socas, que superou seu recorde de roubadas terminando o jogo com oito.
Com as baixas de Jerônimo e Vezarinho e com Mathias indo para o sacrifício, Daniel Lazier mudou seu quinteto inicial e entrou para o jogo com Starks, Cook, Maxwell, Vezaro e Bambu.

O resultado foi um início avassalador do Joinville, contrariando as estimativas, uma vez que o Mogi é um dos favoritos ao título. Em quadra não houve favoritismo no primeiro tempo e a equipe da casa logo abriu oito pontos de vantagem. Mesmo com Mathias no banco, a defesa anulou o ataque mogiano.

No ataque, Starks comandava a equipe com muita rapidez e a mão calibrada, especialmente nas bolas de longa distância, levantando a torcida com cestas precisas e roubadas de bola.

 

Ainda no primeiro período, no estouro do cronômetro o camisa 3, em noite inspirada, cravou mais uma de três pontos e ainda sofreu a falta. Assim, com defesa sólida e um ataque rápido e eficaz, o Joinville fechou o primeiro quarto nove pontos a frente: 26 x 15.

Apesar da visível melhora dos visitantes no segundo quarto, o Joinville manteve a boa defesa e contou com Starks, cestinha da primeira etapa, muito eficiente.

Os donos da casa chegaram a abrir 14 pontos de vantagem, mas a equipe mogiana teve paciência para diminuir a diferença, indo para o intervalo com 43 a 39 no placar.

Batista foi o grande responsável por manter o Mogi na cola do Joinville no primeiro tempo.
Com 87% de aproveitamento, o pivô anotou 16 pontos, sendo o cestinha da primeira etapa para o Mogi.
Starks fechou o primeiro tempo como cestinha da partida, com 17 pontos.

Na volta dos vestiários, o Mogi deu mais volume ao seu ataque e conseguiu equilibrar ainda mais a partida. O que o time mogiano não contava era com a noite iluminada de Starks, que já no primeiro minuto deixou Deodato na saudade para marcar para o Joinville.

O americano desequilibrava para os donos da casa, enquanto o jogo coletivo de Mogi fazia a equipe diminuir a diferença.

 

O Mogi chegou a virar, mas no estouro  do cronômetro, de longe, Starks meteu mais uma de três para colocar o Joinville em vantagem e levar a equipe para os 10 minutos finais com o placar em 63 a 61.

Com o Joinville bastante precipitado e nervoso no ataque, o Mogi aproveitou para virar o placar no quarto período.
Mas, Vezaro apareceu com a mão calibrada no momento certo convertendo um chute de três e encostando no placar. Em bela infiltração de Cook, que ainda sofreu falta, o Joinville empatou a partida. No último lance, Starks teve a chance de matar o jogo, mas o arremesso parou no aro. Com o cronômetro zerado e placar igual em 77 a 77, a vitória seria decidida na prorrogação.

No overtime, o Mogi mostrou porque é candidato ao título e em menos de três minutos abriu seis pontos de vantagem.

O Joinville pecava no ataque e só voltou a marcar em cobrança de lance livre de Cook.

Em bela bola de três de Jefferson Socas, o Joinville voltou a ficar vivo no jogo, com apenas dois pontos de desvantagem.

No ataque, o Mogi não desperdiçava as chances e mantinha o controle da partida.
O erro na jogada entre Rosniak e André Bambu sacramentou a derrota do Joinville. Apesar da bela partida de Starks e de um jogo equilibrado, o Joinville acabou derrotado por 90 a 84.

A equipe volta à quadra na próxima segunda-feira (14), às 19h, quando enfrenta o Vasco e reencontra o armador Stocks.

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