Nem a boa noite de Starks impediu a 14ª derrota do Joinville | Foto Divulgação/LNB
Nem a boa noite de Starks impediu a 14ª derrota do Joinville | Foto Divulgação/LNB

O Basquete Joinville se complica na luta para não ser rebaixado no NBB. A derrota por 98 a 90 na noite de quinta-feira (28) diante do Brasília transformou a situação já delicada em desesperadora. O time acumula 14 derrotas consecutivas – mais de um turno inteiro de reveses sequenciais – e amarga a lanterna da competição.

A mudança proposta pelo técnico Daniel Lazier no quinteto inicial surtiu efeito imediato. A entrada de Starks foi decisiva para o bom início do time. O americano anotou 15 pontos em oito minutos de jogo no primeiro quarto e foi o grande destaque da equipe joinvilense. Cestinha da partida com 23 pontos, Starks ainda foi o líder de assistências da equipe, com cinco, conseguiu três rebotes, deu um toco, recuperou três bolas e terminou a partida com 28 de eficiência. Jefferson Socas também fez boa partida, com 18 pontos, cinco rebotes e três assistências.

Mas nem a boa noite de Starks foi capaz de evitar a 14ª derrota da equipe. Apesar de fechar o primeiro período em vantagem – 23 x 29 – mais uma vez um quarto foi decisivo para a derrota dos joinvilenses. No segundo quarto, a equipe vacilou e permitiu a virada dos donos da casa, com vantagem de 11 pontos. A parcial do período ficou em 22 a 11 e os brasilienses foram ao vestiário com cinco pontos de vantagem: 45 a 40, comandados por Graterol, Zach Graham e Gui Santos.

O terceiro período, que costuma ser o pesadelo da equipe de Joinville foi equilibrado, com Socas e Starks conduzindo a equipe, mas Arthur garantiu a vitória de Brasília no período, com 100% de aproveitamento em todos os lances tentados. A parcial de 30 a 27, deu ao Brasília oito pontos de vantagem para o período final.

O Joinville precisava ir para o tudo ou nada, mas começou mal e deu aos donos da casa a oportunidade de ampliar a diferença. Em menos de quatro minutos, 15 pontos separavam as duas equipes. Pedro Rava apareceu bem no último período e comandou as ações ofensivas do Brasília, que fechou o jogo em 98 a 90.

O Basquete Joinville retorna para a cidade onde enfrenta, no dia 11 de março, o São José, às 19h, no Centreventos Cau Hansen.

Mudança de comando não deve acontecer

O alerta já estava aceso há muito tempo no Joinville, mas as duas oportunidades perdidas para adversários diretos na luta contra o rebaixamento tornou a situação ainda mais complicada. A equipe precisa de um milagre para evitar a queda e as 14 derrotas consecutivas não parecem abalar o comando técnico da equipe.

Segundo o diretor Kelvin Soares, não haverá troca de técnico para as quatro últimas partidas. Ele ressalta que as lesões dos pivôs são as maiores responsáveis pelos resultados negativos. “Se eu contratar um técnico agora, faltando quatro jogos, vai resolver os problemas de pivôs que temos? Hoje eu não vejo que um técnico vá melhorar essa questão”, salienta.

Ele ressalta ainda que é preciso “perder o vício do futebol”, onde segundo o diretor, o trabalho dos treinadores não são contínuos porque a responsabilização é jogada toda em cima dos comandantes quando nem sempre esse é o problema. “No futebol é assim, o cara perde duas, empata uma e já pedem a cabeça dele. Precisamos perder esse vício do futebol”, destaca.

Uma reunião está marcada para a tarde desta sexta-feira (01). A equipe tem como hábito realizar reuniões no retorno das viagens para avaliar o desempenho.

 

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