Foi registrado na Procuradoria de Milão, na Itália, o procedimento do pedido de execução de pena contra Robinho e seu amigo Ricardo Falco por violência sexual.

O processo ocorre 12 dias depois da Corte de Cassação de Roma, última instância da justiça italiana, condenar a dupla a nove anos de prisão.

Agora, o escritório de execução da Procuradoria formulará o pedido de extradição com um mandado simultâneo de prisão internacional nos próximos dias.

A Constituição Federal de 1988 não permite que brasileiros sejam extraditados do país, mas com o mandado de prisão internacional em aberto, os condenados podem ser presos se viajarem para outro país que tenha acordos do tipo com a Itália.

Além disso, o Ministério da Justiça da Itália ainda pode solicitar que os dois cumpram suas penas de nove anos em uma penitenciária do Brasil.

O caso

O crime aconteceu na madrugada de 22 a 23 de janeiro de 2013, numa boate de Milão chamada Sio Café, na época em que o brasileiro atuava pelo Milan.

A vítima diz que foi embriagada e abusada sexualmente por seis homens enquanto estava inconsciente. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros, segundo a denúncia da Procuradoria da cidade, participaram da violência sexual.

Em depoimento, em abril de 2014, Robinho negou a acusação. Ele admitiu que manteve relação sexual com a vítima, mas disse que foi uma relação consensual de sexo oral e sem outros envolvidos.

A primeira condenação do jogador foi em 2017, época em que jogava no Atlético-MG. Depois, ele passou pelos turcos Sivasspor e Istambul Basaksehir.

Em outubro de 2020, Robinho chegou a ser anunciado pelo Santos, mas após a grande repercussão pelo caso de estupro, o clube rompeu contrato.