A atleta Ana Cláudia Lemos, da equipe de atletismo Mampituba/DME Nova Veneza/FME Criciúma/Nobre Indústria de Peças, estará nos Jogos Olímpicos de Tóquio neste mês. Ela foi convocada na quinta-feira pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para disputar o revezamento 4x100 m. Esta é a quarta vez que a atleta disputará as Olimpíadas.

Depois de lesões que a afastaram das competições nos últimos anos, Ana Cláudia comemora poder dar a volta por cima e diz ser uma atleta abençoada por ir para sua 4ª Olimpíada.

"Eu sempre tive fé de que iria conseguir retornar em alto nível, que ia dar a volta por cima. Trabalhei muito, me dediquei pensando nisso, em voltar a disputar uma Olimpíada. É uma sensação única, que não dá para mensurar. Agora eu quero dar tudo de mim e poder fazer um ótimo trabalho", pontua a atleta.

Ela ainda fala sobre a parceria com o Roberto Bortolotto, primeiro treinador dela e diretor de esportes de Nova Veneza.

"Quero agradecer muito ao Bortolotto, que foi fundamental nesse ciclo para que eu pudesse voltar a atuar em alto nível e consequentemente disputar outra Olimpíada. Ele quem me levou para meu primeiro Jogos Olímpicos lá em 2008, agora poder olhar para trás e ver que ainda tenho ele comigo, para me dar todo suporte necessário, é de muita felicidade", comenta Ana Cláudia.

Para Bortolotto, a ida de Ana para as Olimpíadas de Tóquio nunca foi surpresa.

"Potencial a gente sabe que a Ana tem, eu sempre soube que ela conseguiria dar essa volta por cima e voltar a disputar a competição esportiva mais importante do mundo. Estou muito orgulhoso e feliz por ter sido parte desse projeto e ter ajudado ela a conquistar algo tão importante em sua carreira. Não podemos esquecer da Nobre Indústria de Peças, patrocinadora da Ana, que prontamente nos atendeu e aceitou o desafio quando fomos conversar. Eles fazem parte desse processo vencedor também", enfatiza o diretor de esportes de Nova Veneza.

Roberto ainda fala sobre a importância que Ana tem para os atletas de Nova Veneza.

"Desde que ela passou a integrar a equipe, os alunos a veem como um espelho, se inspiram nela e querem ser iguais a ela. Mesmo de longe, ela consegue passar confiança para os atletas daqui e fazer eles serem melhores", finaliza Bortolotto.