O esporte blumenauense sempre esteve em evidência em Santa Catarina. Celeiro de ótimos atletas, a cidade é formadora em diversos esportes e a força de sua base reflete em bons resultados.

Não é à toa que Blumenau é sempre favorita nos Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina) e, por isso, coleciona títulos. Mas, se engana quem pensa que o sucesso se limita geograficamente ao estado catarinense.

Blumenau exporta e exporta muitos talentos. Você sabia que um “filho da terra” tem um anel de campeão da NBA?

Pois é, a cidade tem inúmeros atletas que fazem sucesso no mundo inteiro e enchem Blumenau de orgulho. Confira alguns deles:

1. Tiago Splitter

O primeiro dia de 1985 marcou o nascimento de uma pérola blumenauense que faria história não apenas para a cidade, mas para o país. Tiago Splitter, agora ex-jogador, viveu sua vida inteira em uma quadra de basquete.

À época de sua aposentadoria, chegou a dizer que “eu me lembro de estar em uma quadra de basquete desde que lembro da minha pessoa”.

Splitter iniciou a carreira no Ipiranga, de Blumenau, e não precisou de muito para voar. Com pouco mais de 15 anos, se transferiu para o basquete espanhol, onde acumulou títulos e prêmios até ser notado pela principal liga, a NBA, dos Estados Unidos.

Em 2007, Splitter foi a primeira escolha do draft pelo San Antonio Spurs, mas optou por ficar na Espanha devido às condições salariais.

Três anos depois, o time texano assinou com o brasileiro e Splitter iniciou sua carreira na tão sonhada NBA. Apesar de voltar para a Espanha em 2011, o blumenauense teve rápida passagem e retornou ao Spurs.

Foi sob o comando de Gregg Popovich e com a camisa do San Antonio Spurs que Splitter conquistou o título da NBA em 2014, cravando de vez seu nome na história como o primeiro brasileiro a conquistar um anel de campeão da liga.

Além dos Spurs, Splitter atuou pelo Atlanta Hawks e Philadelphia 76ers, onde anunciou a aposentadoria em 2018.

Pela Seleção Brasileira, também acumula títulos da Copa América, Campeonato Sul-Americano e Jogos Pan-Americanos.

2. Eduarda Amorim

As quadras do Colégio Barão do Rio Branco tiveram o privilégio de ser palco do início de uma trajetória de muito sucesso para a então pequena Duda.

Eduarda Amorim deu os primeiros passos com a bola de handebol nas mãos aos 11 anos, incentivada pela irmã mais velha. E que incentivo! O empurrão da irmã terminaria em uma atleta multicampeã, que coleciona títulos e que em 2018 foi eleita a melhor jogadora do país.

Os títulos, aliás, são um capítulo à parte. Eduarda tem uma lista gigante que vai desde as competições amadoras, passando pelas de base, até as profissionais vestindo as camisas de clubes e, claro, da Seleção Brasileira.

Entre os clubes defendidos pela blumenauense estão: Metodista (SP), São Caetano (SP), Kometal Skopje (Macedônia) e Gyori ETO KC (Hungria).

Duda é campeã com C maiúsculo e tem na estante as medalhas e troféus do Campeonato Mundial de Handebol Feminino (2013), do Pan-Americano (2007 e 2011) e do vice também do Pan em 2009.

Pelos clubes, ela acumula os títulos nacionais da Macedônia (de 2005 e 2008), da Copa Macedônia (de 2005 a 2008), da Magyar Kupa (de 2009 a 2014), da Nemzeti Bajnokság (de 2009 a 2014) e da EHF Champions League (2013 e 2014).

Além disso, as conquistas individuais incluem All-Stars, MVPs e os títulos de melhor jogadora do mundo e melhor defensora do mundo.

3. Rosane Ewald Budag

A tradição do tiro na região chegou tarde à vida de Rosane Ewald Budag que, após o nascimento do segundo filho, conheceu, se apaixonou e se dedicou ao tiro esportivo a ponto de ver seu nome figurando entre os melhores.

O talento natural de Rosane, descoberto já na fase adulta somado à prática e treinos, resultou na liderança nos rankings de três modalidades: carabina deitada, carabina de ar e carabina três posições.

Orgulho blumenauense, Rosane representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2011 e 2015 e também nas Olimpíadas em 2016.

Como talento pouco é bobagem, Rosane ainda é dona do recorde sul-americano na carabina deitada e três posições.

4. Jonathan Riekmann

As pistas também conhecem o talento de Blumenau. A marcha atlética está em cada passada de Jonathan Riekmann que representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2011, quando era ainda o líder do ranking brasileiro nos 50 km.

O blumenauense também não perdeu a oportunidade de disputar as Olimpíadas no Rio de Janeiro (RJ), em 2016, e na marcha atlética de 50 km ficou com o 29º lugar.

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