Se tem uma coisa capaz de tirar a atenção de crianças e alguns adultos apaixonados por futebol da transmissão dos jogos da Copa do Mundo são as figurinhas colecionáveis do álbum da Copa. Quem tem criança em casa, sobrinhos, filhos de amigos, sabe muito bem do que estou falando. Se você não tiver, já deve ter percebido uma galera animada em um shopping, supermercado, ou até no hall de condomínios com um bolo de adesivos em mãos, tentando trocar as figurinhas repetidas para completar o álbum da Panini.

É sempre assim, a cada quatro anos, colecionar figurinhas dos times de futebol participantes da Copa do Mundo se torna a brincadeira mais popular no Brasil. E isso ocorre desde a década de 1970 quando os primeiros álbuns criados. Em Joinville não é diferente. Desde o lançamento do álbum 2018, em março, o troca-troca de figurinhas virou febre e muita gente já completou 0s 682 cromos do álbum.

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Aos 12 anos, Bárbara Cristina Spiess, foi a recordista dos prédios. Conseguiu completar todas as figurinhas do Álbum da Copa em duas semanas. “Compramos o álbum no mês passado em 15 dias tinha todas as figurinhas”, conta a menina que apesar da pouca idade já tem experiência em colecionar álbuns da Copa. Ela mostra o outro álbum, quase completo da Copa de 2014, o qual ela guarda caprichosamente.

“Foi preciso montar uma estratégia para completar o Álbum da Copa 2018. Sempre que dava, eu comprava um pacotinho que vem com cinco figurinhas. Muitas eram repetidas, aí eu anotava as que estavam faltando e levava as repetidas para trocar com meus amigos, aqui no condomínio, na escola e em outros locais como supermercados. Foi assim, que consegui fechar o álbum bem rapidinho”, conta Bárbara, orgulhosa de suas duas coleções.

“Agora é continuar ajudando os amigos a completarem os deles e aguardar o álbum da copa de 2022”, completa Bárbara.

De mãe para filho

Ao lado da amiga Bárbara e da mãe, a psicóloga Ana Lúcia Fagundes Sales, 40, Theo Fagundes da Sales, 6 anos, mostra com orgulho o Álbum da Copa 2018 completo, fechado há cerca de duas semanas. A família guarda a revista de 80 páginas como se fosse um troféu, resultado de um grande esforço par conseguir todos os cromos. O álbum deles até ganhou uma capa plástica para protegê-lo.

Ana colecionava figurinhas quando era criança. Agora ela revive a brincadeira ao lado do filho | Foto Windson Prado/OPC

“Teve figurinha que foi bem difícil de conseguir. Mas minha mãe me ajudou, a Bárbara – minha amiga que é ótima jogando bola – [faz questão de frisar] também. Agora ele está todo bonitão”, diz o garotinho olhando as páginas do time do Brasil. “Tenho todas, até do Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo”, destaca.

Ana Lúcia lembra que colecionar figurinhas de jogadores de futebol era algo que ela fazia quando era criança e ao saber do lançamento da Panini resolveu levar a brincadeira ao filho. “Reviver esta brincadeira ao lado do Theo foi muito bacana, nos proporcionou um momento lúdico, de interesse mutuo e muito intenso. Com certeza aumentou ainda mais nossa cumplicidade”, destaca.

A psicóloga lembra também que, mais do que uma brincadeira, o ato te colecionar e trocar figurinhas proporciona uma interação social muito grande. “Isso tem sido visto aqui dentro do condomínio e nos locais de troca de figurinhas repetidas. A preocupação das crianças em completar seu álbum e ajudar seus amigos a fecharem os deles traz um sentimento de coletividade muito grande. É uma brincadeira que ajuda no desenvolvimento social, tira as crianças de dentro de casa, do videogame, e deixa todos mais unidos, assim como o futebol, o esporte em geral”, finaliza Ana Lúcia Fagundes Sales.

As mais raras

Quem pensa que as figurinhas mais difíceis de se encontrarem são dos craques, Pelé, Neymar Jr, Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo está enganado. Estas podem até ser as mais preferidas da garotada, mas as que tão dando trabalho os colecionadores são os escudos dourados de cada seleção. Tem gente até comercializando os cards considerados quase impossíveis de se encontrar na Internet.

Encontrar os escudos dos times, as figurinhas douradas, tem sido um desafio | Foto Divulgação

A que todo mundo tem

As figurinhas mais populares em Joinville, de acordo com o pessoal do condômino do América, têm sido do time da Nigéria e do Senegal, em especial a do goleiro Khadim N'diaye. Esta está todo mundo tem.

Figurinhas das seleções do Senegal e da Nigéria são as mais populares em Joinville | Foto Divulgação

Pontos de trocas

O álbum e as figurinhas da copa são encontras em bancas de revistas e tabacarias de Joinville. Cada a revistinha custa R$ 7,90. Já o pacotinho com cinco figurinhas surpresas sai a R$ 2. Na cidade, todos os shoppings estão com pontos em que a comunidade pode se reunir e trocar as figurinhas repetidas. Alguns mercados também oferecem o espaço gratuito.

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