Paciente, calmo e acolhedor foram características que Pe. Aloísio exalava e usava para confortar seus fiéis tanto em momentos de alegria quanto de dificuldades. Quem o conheceu tem boas memórias das palavras dele e de como elas acalentaram e trouxeram paz ao coração.

Uma destas fiéis é Tereza Inês Domingos (77), que nasceu em Jaraguá do Sul e é uma mulher que é muito fiel e devota à religião. Ela conta que o padre foi um grande conselheiro quando ainda vivia e também lhe prestou auxílio postumamente durante orações.

“Pe. Aloísio era como um pai, ele escutava pacientemente todo o meu desabafo, sempre tinha um bom conselho para dar. Ele acalentava meu coração e sempre finalizava nossas conversas com o conselho “Minha filha, vá em paz, leva teus filhos no coração da igreja”, relata Tereza emocionada.

Outra fiel a se recordar do candidato a Beato é Rosane Solange Zimmermann (57). Ela conta que sua primeira memória do homem é da infância, quando ele visitava a escola onde estudava e entregava imagens de santos da fé católica.

Além disso, já adulta, Rosane lembra-se dos retiros onde o pároco fazia suas pregações e também das confissões que, várias vezes eram ao ar livre.

“Ele normalmente estava em sua varandinha, se balançando. Quando chegava algum fiel querendo sua confissão, dizia: ‘Vamos dar uma volta então’. Após isso, caminhava com o fiel pelas redondezas”, conta Rosane.

Foto: Instituto Padre Aloísio Boeing

Um relato de amor

Foto: Instituto Padre Aloísio Boeing

Apesar de seu jeito doce e confortante, vez ou outra, Padre Aloísio tinha a missão de dar duras mensagens aos seus fiéis. Uma destas fiéis era Aldamir da Silva Scaburi que, quando era jovem, frequentava os retiros para jovens e envolta nesse universo da fé católica, teve a vontade de se tornar uma das irmãs da Fraternidade da Mariana do Coração de Jesus

Ela conta que expôs este desejo ao pároco e se surpreendeu com a resposta.

“Ele disse que eu era uma pessoa de fé e que meu lugar era na igreja. Contudo, deixou claro que minha vocação não era ser uma irmã, mas formar uma família, ser mãe e ter vários filhos”, conta Aldamir.

A fiél conta que naquele momento ficou irritada com a resposta do Padre, mas que com o passar dos anos percebeu o quanto ele era sábio. Aldamir se casou com um homem que conheceu em casa e que, assim como ela, frequenta a igreja.

Eles tiveram filhos, todos abençoados pelo padre, e hoje é mãe de uma grande família que frequenta a Igreja Católica.

O cheiro de Deus

Ao procurar pessoas que tiveram convivido com Pe. Aloísio, encontrou-se Osmair Gadotti. Ministro da Igreja Nossa Sra de Fátima e membro da liturgia, o homem conviveu com o pároco por mais de 20 anos.

Ele conta que a presença do Servo de Deus transmitia paz e tranquilidade a todas as pessoas. Além disso, ressalta que para o padre não existia hora ou lugar para receber os fieis. Ele recebia pessoas a qualquer momento, mesmo madrugada adentro.

Ao discorrer sobre a contribuição do padre com a comunidade, Osmair conta que Aloísio sempre foi um homem de Deus que acreditava no amor de cristo e era capaz de transmitir o pensamento Dehonianos.

“Eu acredito que se algum dia eu estiver ao lado de Deus, eu vou sentir o mesmo aroma que eu sentia ao lado de Pe. Aloísio. Para mim, ele tinha o cheiro de Deus”, finaliza Gadotti.