Existe um caminho que é feito para reconhecer santos e santas na Igreja Católica. Para o Servo de Deus Padre Aloísio Boeing chegar a ser venerado nos altares, o processo é longo e árduo. No dia 17 de maio de 2013, Dom Irineu Roque Scherer (In memoriam), bispo da Diocese de Joinville, abriu oficialmente o processo de beatificação do Servo de Deus. A partir desse momento, o órgão responsável é a Congregação pela Causa dos Santos - que cuida de todas as causas de canonização. Mas, você sabe como funciona o processo para a canonização de um Santo? Entenda:

O primeiro passo para o processo de canonização é dado pelo bispo da diocese à qual pertence à pessoa. A diocese faz uma investigação para confirmar que o candidato tenha "fama de santidade" e mereça entrar em um processo de canonização.

A Diocese de Joinville é onde está o processo para beatificação do padre.

E isso, pe. Aloísio tinha de sobra mesmo em vida. Sua fama de santidade, seu grande dom da acolhida, o aconselhamento e as bênçãos que dava eram reflexos da pessoa iluminada que foi. Desde o início de sua vida sacerdotal, passou a ser procurado pelo povo para aconselhamentos espirituais, e esse atendimento se estendeu até o dia de sua morte.

Após constatada a fama de santidade, é escolhido um postulador para a causa, que é uma espécie de advogado de defesa. Então, o postulador da causa reúne a documentação necessária e entrega à Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano.

O segundo passo do processo é o milagre da beatificação. Para se tornar beato é necessário comprovar um milagre ocorrido por sua intercessão. O terceiro e último passo é o milagre para a canonização. Se o milagre foi comprovado, o beato é canonizado e o novo Santo passa a ser cultuado universalmente.

Como está o processo de beatificação do Servo de Deus Padre Aloísio?

Desde seu sepultamento, as pessoas já sabiam que a história do sacerdote não acabava por ali. No final da missa de corpo presente o padre Osnildo C. Klan, disse: “perdemos um grande padre, um exemplar religioso, mas ganhamos um santo no céu!”. Segundo relatos da época, as pessoas que estavam na missa aplaudiram de pé.

“Padre Aloísio é uma pedra preciosa da nossa igreja. Desejo que o seu túmulo seja um local de peregrinação e de santificação do povo de Deus”, essas são palavras de Dom Orlando Brandes, bispo da Diocese de Joinville na época.

No dia do seu falecimento, o Provincial eleito padre Léo Heck, pediu para as Irmãs da Fraternidade Mariana do Coração de Jesus, guardassem tudo o que era do padre Aloísio, porque em breve seria aberto o processo de beatificação do padre Aloísio. O responsável por dar entrada com o processo foi o padre Léo Heck, junto da Fraternidade Mariana do Coração de Jesus.

Pe. Leo Heck | Foto: Santuário Sagrado Coração de Jesus

Sete anos depois da abertura, faltam poucos passos para o final do processo de beatificação do padre. Desde o início, foi acrescentado o “Servo de Deus” em seu nome, para identificar que o padre teve atitudes heroicas em sua vida. Devido à pandemia da Covid-19, ainda não é possível saber quando o processo de beatificação será retomado.

É preciso lembrar que o padre ainda não é beato, mas está no processo para receber o título. Agora, o processo aguarda o decreto de venerabilidade, o que tornaria o padre Aloísio candidato à santidade, aceito pelo Vaticano. As questões processuais obedecem a um ritmo próprio, com a análise de muitos documentos. Quando essa primeira parte do processo se findar, será marcada a data da beatificação do Servo de Deus Padre Aloísio.

Todo dia 17 de cada mês - conhecido como dia devocional -, marcam o dia da morte de Aloísio. Nesse dia, são celebradas três missas em prol de sua beatificação e, também, para o povo agradecer as graças recebidas pela intercessão do sacerdote.