No dia 03 de junho de 1868, Carl Weege que na época tinha apenas 12 anos, junto dos seus pais Johann Friedrich Wilhelm Weege e Henriette Düsing, além dos seus três irmãos, partiram da Pomerânia, de Regenwalde, um distrito pertencente à cidade de Lobez com destino ao Brasil. Na chegada, a família se instalou em Pomerode, é em Pomerode Fundos que se encontra o Museu do Imigrante Carl Weege.

Foto divulgação | Museu Carl Wegee

Casa da família

O casa onde o museu está localizado é a casa original da família Weege, que foi construída em 1920, a única diferença é que ela estava instalada do outro lado da rua. Ela foi remontada no local atual, este fato só foi possível pois as casas eram construídas de forma a se encaixar, com peças em número romanos. Entre os tijolos apenas barro para fixação. A reconstrução é a imagem perfeita da original.

O patrimônio de Carl Weege foi remontado em 1998. O museu conta com móveis antigos, roda d'água, um rancho com moenda de cana-de-açúcar e outro com a atafona - moinho de fubá.

Foto da casa ainda do outro lado da rua.

Carl como patriarca

Carl nasceu no dia 29 de fevereiro de 1856, era apenas um menino de doze anos quando chegou com os pais à Pomerode. Mas formou sua família com Auguste Grutzmacher, outra imigrante alemã. O casal teve ao todo 15 filhos. Dos 15 cinco faleceram.

O patriarca faleceu em 1939, com 83 anos, já sua esposa Auguste faleceu em 1925, com 67 anos. O museu é um espelho da vida do casal e dos filhos. A decoração é uma amostra do estilo colonial dos imigrantes alemães. O local perfeitamente conservado faz uma ponte entre os costumes daquela época, bem como, as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes.

Foto divulgação | Museu Carl Wegee

O museu

A casa enxaimel pode ser vista da rodovia e é um convite tentador para quem passa pelo local. Com uma grama espaçosa e verde, um moinho, além de um acesso de pedras à uma varanda convidativa e agradável.

Foto divulgação

A entrada do museu traz uma sala com móveis, fotografias, artigos e uma grande árvore genealógica da família de Carl Weege. A árvore está atualizada e vai até a sexta geração da família. No andar inferior há dois quartos, um deles pertencente ao casal onde se encontram uma guarda-roupa ainda com peças originais, a cama com colchão de palha de milho, a penteadeira com objetos de uso pessoal, cabideiro e baús.

O outro quarto era o das meninas e dos filhos menores. As camas eram pequenas. Neste ambiente há uma cama de solteiro e um berço.

Na cozinha aos fundos, é possível encontrar utensílios usados pela família na época, como a mesa de jantar, o fogão a lenha, os armários e diversas louças. A grande maioria era pintada à mão e trazida da Alemanha.

Foto divulgação | Museu Carl Wegee

A casa também possui sótão, que, neste caso, era utilizado como o quarto dos meninos. As telhas, que eram encaixadas, e o vão entre o teto e as paredes, que tornavam o local muito frio e com grande correnteza de ar. Na parte exterior atafona ainda funciona, a energia era proveniente da roda da água. Já a moenda de de cana, era utilizado o gado para funcionamento.

Apesar do museu contar a história da família de Carl, ela é o retrato perfeito das situações cotidianas da vida de muitas outras famílias de imigrantes que se estabeleceram pelas redondezas na época. O local, mantem viva a memória das pessoas que atravessaram o mar em busca de terra firma para buscar seus novos objetivos e propósitos.

Onde encontrar

O museu Carl Wegee fica na rua Vidal Ferreira, número 1032 no bairro Pomerode Fundos, na cidade de Pomerode.

Abre de terça à domingo. Entrar em contato pelo telefone: (47) 3387-2613 para verificar os horários disponíveis para visitação durante a pandemia.