A decisão de "ir para um Mundo Novo" não era fácil, mas naquele momento era necessário. E dessa forma os imigrantes foram movidos a escolher sair da sua terra natal e embarcar em longas viagens de navio para terras desconhecidas. Pois, dessa forma, acreditavam que suas vidas seriam transformadas, onde mudanças sociais, políticas e econômicas pareciam ser favoráveis, e assim, garantiriam abundância para suas famílias assim como lhes foi prometido.

Vale ressaltar que na época, agências de colonização faziam propaganda aos europeus com o intuito de destacar as questões positivas da imigração para o Brasil.

E pautados pelo anseio de mudança e incertezas, a vontade de deixar as dificuldades para trás era cada vez maior. Os imigrantes depositavam expectativas de melhoria de vida, pois a ideia que tinham do Brasil era de que encontrariam uma terra farta e com isso, poderiam produzir e quem sabe, enriquecer de forma rápida.

Um dos pomeranos que estudou as terras da América do Sul foi Alexander von Humboldt (1769-1859), ele quem abriu os olhos do mundo para o continente, pois acreditava no futuro promissor.

Narrativas de viajantes pautadas na exuberância da natureza brasileira, foram sendo cada vez mais corriqueiras, sempre pontuando sobre a vegetação variada, os animais selvagens e exóticos e as imensas florestas.

A primeira fase da imigração dos pomeranos ao Brasil foi marcada pela ideia de encontrar o “paraíso na terra” e de nele poder investir trabalho, porém, prosperar economicamente de maneira fácil e rápida.

Nesta fase, os imigrantes que chegavam ao Brasil estavam à mercê de agenciadores, e acreditavam que receberiam casas, mesmo que provisórias, e dessa forma, poderiam trabalhar e semear em suas terras.

A Travessia

Depois de tomada a decisão, vinha o período de desafios entre deixar sua cidade e ir aos portos, onde estavam ancorados navios para o transporte de passageiros. Entretanto, exita toda uma dificuldade da travessia, há registros de enfermidades e mortes a bordo, falta de mantimentos e o descaso com os passageiros.

“O ‘Humboldt’, foi um dos navios que fez a travessia, e era ocupado por 300 pessoas. Algumas ds travessias eram mais tranquilas, outras mais conturbadas.

No Brasil, os pomeranos estabeleceram-se principalmente em três estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espirito Santo. Locais onde construíram comunidades baseadas principalmente na agricultura familiar e na policultura.

Em Santa Catarina, Hermann Blumenau foi um dos beneficiados com a Lei de Terras e a questão de terras devolutas. Ele fundou a Colônia Blumenau em 1860. Porém, como a ocupação e povoação da colônia aumentou consideravelmente, passou a ocorrer a expansão das áreas colonizadas seguindo as margens do Rio Testo.

E assim, formaram-se novos povoados que se estendiam até Testo Alto, Testo Central e Testo Baixo, colonizados em sua maioria por imigrantes pomeranos. Nesta região é o que formou o atual município de Pomerode.

O território que abrange Pomerode foi colonizado principalmente por pomeranos vindos do distrito de Belgard, das aldeias de Pollnow, Bulgrin, Varzin, Quisbernow e Belz, e do distrito de Regenwalde, das aldeias de Teschendorf e Jarchlin. Dados apontam que a os últimos imigrantes pomeranos se estabelecerem ali por volta de 1880.

A construção da Colônia Pomerode foi marcada por organização comunitária e cooperativismo, já que quem ali se instalava aprendeu aos poucos que para sobreviver e prosperar, era preciso construir o sentimento de comunidade e união.