O laboratório alemão Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY) conseguiu reproduzir, em uma animação, o espetáculo de um buraco negro destruindo completamente uma estrela.

Esse tipo de evento é chamado de "perturbador de marés estelares", e são extrememente raros, ocorrendo a cada 10.000 anos em uma galáxia comum.

Isso ocorre quando as estrelas são arremessadas em direção a um buraco negro voraz, depois de interagir gravitacionalmente com outra estrela ou objeto massivo.

Após isso elas são esticadas e se chegarem próximas da boca de um buraco negro, podem ser devoradas, num processo chamado espaguetificação.

As forças gravitacionais das marés, são semelhantes às que influenciam as marés na interação da Lua com a Terra.

As camadas atmosféricos externas da estrela são puxadas em direção ao buraco negro e giram em torno de sua borda, da mesma forma que a água desce por um ralo, formando o disco de acreção, como mostra o vídeo.

De forma surpreendente, o buraco negro consome somente cerca de 1% da massa da estrela, o resto é jogado de volta para o espaço em potentes jatos de energia que são disparados da região central do buraco negro.

Esses jatos, chamados de neutrinos, podem iluminar o cosmos, permitindo assim que os astrônomos possam visualizar os buracos negros distantes, que seriam invisíveis.

Outra parte do material da estrela cai dentro do horizonte de eventos, onde nada pode escapar.

O vídeo mostra alguns dos efeitos visuais que o horizonte de eventos produz, como a capacidade de curvar a luz que as regiões na parte de trás do disco de acreção, podem ser vistas na parte da frente.