*Por Rafaela Thomé

Essa coisa de propósito de vida vem me incomodando há algum tempo, primeiro era um questionamento, depois uma provocação desconfortável até a vida simplesmente me obrigar a encontrar o meu. Já não conseguia mais respirar no mundo corporativo, a vida executiva não fazia o menor sentido, dinheiro, dinheiro... Que bom que ele existe, mas ele precisa ser resposta ao seu propósito de vida, entendi isso agora.

E qual é o meu? Eu quero cozinhar. Servir aos outros. Quero que o alimento, ao sair da minha cozinha, nutra o corpo e a alma dos meus clientes.  A cada garfada, um resgate de memórias, lembrar do cheirinho da cozinha da avó, do carinho da mãe. Esse é o meu propósito de vida.

Hoje eu só cozinho. Fiz cursos e mais cursos para me sentir segura fazendo algo que, hoje, é só o que me encanta: servir. Criei um blog, criei uma marca, transformei-me numa marca. Quem diria que eu, publicitária e marqueteira, especialista em fazer a marca alheia crescer, precisaria me desdobrar para entender como fazer eu mesma crescer, encarando meus medos, angústias e me tornar uma marca. E como tem gente por aí fazendo a mesma coisa… Pessoas querendo crescer ajudando outras pessoas. Tenho encontrado muitas, infinitas e incríveis histórias.

Um dia um amigo foi lá em casa buscar uma encomenda e enquanto tomávamos chimarrão contei essa história do meu propósito. Ele foi pra casa e depois de provar minha versão de culinária afetiva em forma de nhoque e molho, teve essa ideia que adorei: contar a história da minha nova VidacomFarinha para vocês.

A partir de hoje, toda semana voltarei aqui para falar de alimento, culinária, sobre empreendedorismo nessa área tão concorrida e, quem sabe, um pouquinho mais da minha história.  Ah... e a receita desse nhoque e molho? Vou contar também como aprendi e como errei várias vezes, até acertar. E não é assim a vida?