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A Signa, startup que atua com educação para surdos, participará, de 22 a 24 de março, da competição “Next Billion Ed Tech Summit”, que ocorre durante o Global Education and Skills Forum (GESF), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Com sede em Florianópolis (SC), a Signa foi a única empresa brasileira selecionada para participar do evento, que reúne mais de 2 mil pessoas, entre líderes do setor público, privado e social e tem o intuito de buscar soluções para melhorar a educação, atingir equidade de oportunidades e uma maior oferta de empregos.

Encampada pela Tomorrow Foundation, a premiação “Next Billion Tech Summit” foi criada especificamente para startups do setor de educação, conhecidas como edtechs, e selecionou 30 startups do mundo para apresentar seus modelos de negócios durante o Fórum.

A empresa é também a única do país a figurar entre os finalistas. No primeiro dia da competição, doze startups serão selecionadas para a fase seguinte, que terminará com outras seis startups até atingir a etapa final, quando apenas três edtechs serão contempladas com o prêmio de 25 mil dólares cada.

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Fundada em 2016 e impulsionada pela WOW Aceleradora, a Signa oferece uma plataforma de cursos online de capacitação para surdos, com conteúdos construídos diretamente em língua de sinais e legenda, com metodologia e uma plataforma desenhada para esse público; além do ensino de libras para ouvintes.

Desde que iniciou a operação, a startup já capacitou mais de dois mil estudantes. Cofundadora da Signa, Fabíola da Rocha Borba, atribui este resultado à própria forma com que foi construída a plataforma EAD da startup e à missão pela qual foi criada.

A principal preocupação da empresa sempre foi capacitar os surdos para suas atividades profissionais, contribuir na inserção do mercado de trabalho e na comunicação entre surdos e ouvintes.

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Fabíola explica que a grande maioria dos surdos tem como primeira língua a língua de sinais e que 70% deles não é alfabetizado no idioma do seu próprio país. “Por isso, eles dependem da comunicação na sua língua materna para poderem obter conhecimento. No entanto, a língua escrita do país é a base do sistema educacional (básico ao superior) no Brasil e no mundo, e a presença de intérpretes de qualidade em salas de aula ainda é incipiente”, comenta.

A Signa surgiu justamente para quebrar essa cadeia que resulta na falta de capacitação profissional de 9.7 milhões de surdos brasileiros e 360 milhões de surdos no mundo.

Os cursos da empresa são produzidos pela própria comunidade surda, pessoas com fluência em Libras, que possuem um conhecimento e que tem o desejo de compartilhar com outros surdos. “É a comunidade ensinando a própria comunidade. Dessa forma também geramos renda extra diretamente para a rede de geradores de conteúdo, os professores”, finaliza.

Com informação da assessoria de imprensa

 

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