Para alegria de todos e (compreensível) apreensão de muitos produtores e artistas de Joinville, o edital de apoio à cultura do Simdec referente ao exercício de 2017 está prestes a ver a luz do dia. Ele será lançado em setembro e distribuirá R$ 2,35 milhões entre os projetos aprovados. No mesmo mês, a Secretaria de Cultura e Turismo  (Secult) lançará o mecenato referente a 2018. Entre novembro e dezembro, será a vez do edital do ano corrente.

“Claro que como o edital será lançado próximo ao fim do ano, o certame se estende por 2019, mas ele será lançado em 2018. E em 2019, lançaremos o edital de 2019, e queremos fazer isso ainda no primeiro semestre. Então voltaremos a ter o Simdec dentro dos prazos legais”, explica Evandro Censi, diretor executivo da Secult.

O atraso aconteceu por causa dos problemas com a contratação das bancas avaliadoras do Simdec de 2016. Segundo ele, a demanda do Conselho Municipal de Política Cultural determinou que toda as bancas deveriam ser externas e a avaliação das propostas via online. Além do regramento desse processo, algumas categorias não fecharam jurados, exigindo duas reconvocações e, por fim, a eliminação delas.

“Isso fez com que se jogasse o trâmite para a frente, e ainda tínhamos que elaborar o Simdec 2017 e lançar. Como ficou muito longo, ao menos lançamos o mecenato, e foi daquele jeito: corrido, no final do ano, com prazos...”, lembra Censi.

É um problema que a mudança do decreto do Simdec no final do ano passado – trazendo pontos que motivaram uma chuva de críticas por parte dos agentes culturais – pode eliminar, sugere o diretor. Segundo ele, as bancas serão compostas de pessoas com know how técnico e ligadas à cultura joinvilense (servidores e convidados). Os nomes e currículos serão aprovados via conselho, conforme diz a lei.

“A dificuldade que poderemos encontrar é os proponentes e nós da Secult nos adaptarmos ao decreto novo, que mudou bastante coisa. Quando o proponente  entender o que mudou e, mesmo que não concorde com algumas coisas, inscrever um projeto que sabe que conseguirá fazer”, diz Censi.

“Eu entendo que o Simdec é o mecanismo perfeito para fomento e continuidade da cultura no município. O que penso é que é preciso haver algumas atualizações, desde a lei do Simdec até o Plano Municipal de Cultural. De 2006 até 2018, muita coisa mudou, até mesmo na gestão pública”, finaliza o diretor.