O município de Blumenau está participando das atividades da Semana Nacional dos Museus e o público poderá participar de um roteiro virtual pelo Centro Histórico contextualizando a existência de monumentos em harmonia com arte contemporânea e urbana. O tema que norteia cada edição é escolhido pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM) para a comemoração da data, dia 18 de maio.

A primeira edição ocorreu em 2003, com o envolvimento de 57 museus e 207 eventos. Neste ano, na 19ª edição, as celebrações vão de 17 a 23 de maio em todo o país, tendo como tema “O futuro dos museus: recuperar e reimaginar”. O site do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) - https://eventos.museus.gov.br/default.asp - disponibiliza informações sobre o evento e a programação em todo o país.

A intenção da temática deste ano é a reflexão sobre o futuro dos museus em um tempo de predominância virtual. Em Blumenau, o complexo museológico da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais (SMC) e a Diretoria de Patrimônio Histórico e Museológico programaram atividades em conjunto com os museus Família Colonial, Hábitos e Costumes e de Arte de Blumenau (MAB). Os vídeos poderão ser acessados nas redes sociais da SMC e prefeitura.

Saiba mais

19ª Semana Nacional dos Museus
Quando: 17 a 21 de maio
O que ver no tour virtual

Praça Hercílio Luz - marco do início da colonização de todo o Vale do Itajaí. Foi neste ambiente que grande parte da história de Blumenau se desenvolveu. Esta área foi reservada pelo fundador para ser um logradouro público. No período colonial, nas proximidades estavam edificados o barracão de recepção dos imigrantes, a casa sede da administração da colônia, como também era ponto de partida dos núcleos urbanos do Stadtplatz. Nesse espaço se encontram os seguintes marcos: Monumento dos Imigrantes; Marco Zero; Monumento dos Voluntários da Pátria; Monumento Pita; e Monumento Martin Lutero - 500 anos.

Mausoléu Dr. Blumenau - foi idealizado para celebrar os 150 anos da imigração alemã no Brasil e, dentro deste contexto histórico, transferir da Alemanha para Blumenau os restos mortais do fundador da cidade Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau (1819-1899) e família. O prédio inspirado em referências da arquitetura de construção enxaimel foi inaugurado solenemente no dia 2 de setembro de 1974. No seu interior também estão depositados os restos mortais da esposa do fundador Bertha Repsold (1833-1917), da filha Christine Blumenau, do filho recém-nascido Otto Georg Karl. Blumenau, e mais recentemente os restos mortais do neto, Hermann Otto Georg Blumenau (1904-1983) e sua esposa Gertrud Charlotte Agnes Blumenau (1906-1989), pais da bisneta Jutta Blumenau Niesel.

Monumento Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau - esculpida pelo artista e professor da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, Frâncico de Andrade, a estátua do Dr. Blumenau fundida em bronze possui dois metros de altura e esta amparada por uma sustentação de 5,20m de elevação. Inaugurado em 21 de abril de 1940 no começo da Alameda Barão do Rio Branco, o monumento foi edificado para fazer parte dos festejos de 90 anos de fundação da cidade. Durante os festejos do centenário da cidade (1950), foi transferido para a Praça Dr. Blumenau. Anos mais tarde (1967), por sugestão da Câmara de Vereadores, novamente transferido para o início da Alameda Duque de Caxias. A última mudança ocorreu em 1999, ao ser transferido para a parte frontal do Mausoléu Dr. Blumenau.

Praça Bertha Repsold Blumenau - Lei Ordinária nº 877 de 18 de março de 2015 denominou o espaço que antecede a entrada do Mausoléu com o nome da esposa do fundador. Bertha era natural da Alemanha e casou-se em 1867 com Hermann Otto Blumenau. Ela desembarcou na Colônia Blumenau em novembro de 1869. Tiveram quatro filhos. A família retornou à Alemanha em definitivo a partir de 1882, mas Dr. Blumenau permaneceu por mais dois anos na Colônia.

Rosas para Blumenau - no ano de 2019, para celebrar os 200 anos do Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, a cidade mobilizou-se para relembrar e homenagear o seu idealizador. A sensibilidade do artista Luiz Bernardes, sabedor da paixão de Hermann pelas flores e da variedade de muitas espécies de rosas que cultivava em seu jardim, idealizou reproduzir artisticamente em metal fundido 200 rosas para colocá-las junto ao túmulo do de Hermann Blumenau. Na Praça Bertha Blumenau, uma rosa em formato grande está posicionada ao lado do monumento do Dr. Blumenau. Esta obra de arte foi entregue à comunidade em 30 de outubro de 2019, em comemoração aos 45 anos do Mausoléu Dr. Blumenau e aos 200 anos do nascimento de Hermann.

Bíblia - esta obra está localizada na Praça Bertha Repsold Blumenau, próximo à Rua XV de Novembro. O governo federal, por Lei Federal nº 10.335, de 19 de dezembro de 2001, instituiu o Dia da Bíblia com a intenção de celebrar este livro sagrado. A celebração desse evento sempre ocorre no segundo domingo de dezembro em todo território nacional. Em Blumenau, os evangélicos ofereceram à comunidade blumenauense esse monumento em mármore branco no formato de Bíblia. A obra foi entregue em 14 de dezembro de 1975.

Pedra Maidridade (1880-1980) - posicionada na Praça Bertha Blumenau, a pedra em mármore faz o registro secular comemorativo de emancipação da ex-colônia Blumenau, elevada à condição de município. Fato histórico foi relembrado pelo governo municipal em 4 de fevereiro de 1980.

Horto Edith Gaertner - o bosque foi herdando por ela do pai e do tio-avô, o Dr. Blumenau, que tinham grande amor pela natureza. Edith Gaertner alimentava verdadeiro fanatismo pelas plantas e o seu parque. Nesse espaço ainda permanecem espécimes botânicos raros e seculares, alguns trazidos pelo Dr. Blumenau, de pontos distantes e, por ele mesmo plantados. Espécies raras, representantes da flora indígena ali existiam antes mesmo da vinda dos primeiros imigrantes. Este parque fazia parte dos terrenos que eram propriedade do próprio fundador posteriormente adquirido pelo sobrinho, pai de Edith. Nele existe ainda um exemplar da muito rara Gingko Biloba, a árvore sagrada dos chineses, considerada fóssil vivo. E, também, um Cipreste Alemão, plantado em 24 de dezembro de 1864 pelo Dr. Blumenau (diretor colonial), Victor Gaertner (comerciante e cônsul) e o pastor Oswaldo Hesse. Estes personagens representavam as lideranças da época. Preocupada com o futuro desta área de valor histórico, e por vê-la ameaçada pelo plano de passar uma avenida por dentro do seu jardim (no sentido Ribeirão Garcia), para protegê-la, Edith doou seu patrimônio para a prefeitura com a condição de que fosse preservado, após sua morte, como bem público.

Cemitério de Gatos - Edith Gaertner, última proprietária e moradora da residência de 1864, doou este espaço que abriga o Museu da Família Colonial. Em vida, Edith foi uma grande defensora dos animais, preferencialmente dos felinos que lhe faziam companhia. Sempre envolta de um grande número destes bichanos, nutria pelos mesmos uma singular predileção e estima. Quando faleciam, os levava à cova num sombreado recanto coberto de árvores e canteiros ajardinados onde eram sepultados no seu grande horto. Com o seu falecimento em 1967, o patrimônio edificado e terreno foram transferidos para o Poder Público. Este é o espaço onde havia maior concentração de felinos sepultados. Por sugestão do então diretor da Biblioteca Pública, professor e pesquisador José Ferreira da Silva, resolveu-se preparar, nos fundos do horto, um espaço para abrigar o Cemitério de Gatos. Este lugar passou a compor o ambiente como atração turística do complexo do Museu da Família Colonial. Alí estão dispostos nove túmulos com respectivas fotos e identificação dos seguintes bichanos: Pepito, Sithaa, Bum, Putze, Mirko, Peterle, Musch, Mirl e Schnurr. Em 2017, para dar uma nova dinâmica a este espaço concebido pela natureza e o homem, desenvolveu-se um projeto de revitalização com a colocação de gatos estilizados concebidos artisticamente por um grupo de artistas/ceramistas da cidade dentro de uma nova concepção e interpretação contemporânea dos gatos de Edith.

Manneken Pis (manequinho) - Inspirado em obra de arte existente em Bruxelas (Bélgica), o Manneken Pis retrata a figura de um menino na posição de estar urinando. Entre as lendas alusivas a este monumento, conta-se que um pequeno menino havia desaparecido de casa dos pais que, após horas de buscas, o encontraram desnudo no meio da rua nesta posição. O “Manneken Pis – brasileiro”, localizado no Horto Edith Gaertner foi criado pelo escultor Miguel Barba e inaugurado em 1967. No ano de 2016, ganhou uma nova versão visual. Criado em gesso, aguardou 47 anos para ser modelado em bronze e, assim, concretizando o projeto inicial.

Busto de Edith Gaertner - ela nasceu em Blumenau em 22 de março de 1882. Era filha caçula de Victor e Rose Gaertner. Mulher de alto nível intelectual, personalidade forte, conhecedora da música, da arte e literatura, foi amante da natureza e defensora dos animais. Ao retornar da Alemanha onde exerceu atividades artísticas nos palcos teatrais, retirou-se praticamente do mundo, vivendo dentro do seu parque botânico, em Blumenau, recebendo raros amigos. Dedicava-se aos animais que a cercavam, preferencialmente os gatos. Como homenagem a esta protetora do patrimônio histórico da cidade, a municipalidade e a comunidade blumenauense, em agradecimento providenciou a edificação de uma busto em bronze com a figura de Edith Gaertner. Esta escultura é mais uma obra de arte do escultor Miguel Barba.

Alameda Duque de Caxias - popularmente conhecida por “Rua das Palmeiras”, é um desses lugares de memória que “eterniza” um espaço público que não é de ninguém, mas é de todos. Ao traçar esta alameda para compor o cenário da porta de entrada do Stadtplatz, o fundador Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau, se inspirou nos moldes das grandes metrópoles europeias do século XIX. Enquanto lá frondosas árvores arborizavam e ornamentavam as alamedas, aqui a beleza das palmeiras da espécie Jerivá foram utilizadas para marcar a magnitude da Colônia Blumenau. No registro da história, esta avenida presenciou o “vai e vem” de imigrantes, como também o percurso diário de personagens como Hermann Blumenau, Pastor Osvaldo Hesse, Fritz Müller, Rose Gaertner, Bertha Blumenau, crianças da Neu Schule, bem como tantos outros personagens que no anonimato foram os construtores desta história. Neste cenário de museu a céu aberto, duas casas remanescentes da Blumenau colonial resistem à ação do tempo. Atualmente transformadas em casas-museu, pertenciam, na época, ao comerciante e cônsul Victor Gaertner (1864-1967) e foi residência do vice-diretor Hermann Wendeburg e posteriormente aos descendentes da família de Paul Schwartzer (1858-1997). Atualmente são patrimônios da Secretaria Municipal de Cultura. Com o passar do tempo, muitas mudanças ocorreram. As palmeiras de Jerivá foram substituídas pelas imperiais, os antigos casarões desapareceram e novos componentes passaram a fazer parte deste no tempo. No percurso desta história ocorreram três alterações na denominação desta avenida: a primeira denominação, Boulevard Hermann Wendeburg (1883-1899). Posteriormente Alameda Dr. Blumenau (1899-1942) e, finalmente, em decorrência do período nacionalista e a eclosão da II Guerra Mundial, alterou-se mais uma vez, com o decreto municipal que a denominou de Alameda Duque de Caxias (patrono do Exército Brasileiro). Assim, esta avenida vem acompanhando, registrando e resistindo às transformações da Blumenau contemporânea

Obelisco - é uma construção piramidal inspirada nos monumentos arquitetônicos construídos pelos antigos egípcios, e tem como motivo prestar homenagem a um determinado acontecimento. Em Blumenau, em harmonia com a Alameda Duque de Caxias. O obelisco marcou a passagem dos 50 anos do Sindicato da Indústria de Construção de Blumenau (Sinduscon). Concebida pelo artista/escultor Pita Camargo, como sendo o marco inicial de Blumenau, foi construído em pedra monolítica de mármore com a vertical sustentada sobre uma base quadrangular de cimento. Para valorizar o espaço histórico, há imagens fotográficas de períodos de evolução da avenida, que estão gravadas em placas metalizadas.

Homenagem a Elke Hering - localizada na confluência da Alameda Duque de Caxias e Rua XV de Novembro, o monumento foi edificado em homenagem à escultora blumenauense. Está posicionada em um pedestal revestido de granito que sustenta a escultura de bronze da artista. Na parte inferior há uma placa de identificação em bronze onde constam os seguintes dizeres do poeta Lindolfo Bell: “Símbolo de vida e morte, a escultura de Elke Hering fala da inconfundível medida do ser humano. Vibra aqui no claro-escuro, no brilhante-opaco do bronze, o silêncio e o despojamento na medida exata. Lindolfo Bell.”

Monumento de Alwin Schrader - localizado nas proximidades do entroncamento das ruas Itajaí, XV de Novembro e Alvin Schrader, o monumento homenageia o ilustre cidadão, comerciante e político blumenauense. Foi superintendente municipal em três gestões (1902-1914). Sua gestão foi marcada por grandes acontecimentos e realizações. O busto de Alvin Schrader foi um dos últimos trabalhos do escultor Miguel Barba.

Paço Erica Flesch - fica na entrada da Rua Alvin Schrader, junto a parede artisticamente grafitada por “Chamba”. Por longos anos a homenageada dedicou-se ao canto coral da Sociedade Dramático Musical Carlos Gomes.

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