De acordo com o site The Information, a Netflix decidiu mudar o ritmo de suas produções originais, o que pode não ser uma notícia ruim, pois eles continuarão com um orçamento na casa de bilhões de dólares e o plano é priorizar a qualidade ao invés de quantidade.

Com isso, as séries e filmes estrangeiros acabam se tornando uma via bem legal para os amantes dos serviços de streaming.

Uma coisa é certa, temos que elogiar e aprender com as produções dos Estados Unidos, líderes nos canais de streaming, em sua vasta maioria, de grandes qualidades técnicas e narrativas.

Isso se prova com o sucesso de séries como, Stranger Things, Mindhunter, House of Cards, Ozar e Making a Murderer, consumidas e amadas mundo afora.

Mas podemos, com o esforço de apertar um botão do controle remoto, absorver culturas, ideias, visões, realidades diferentes e suas nuances ao contar histórias. Isso tem um valor inestimável.

É uma oportunidade de assistir narrativas mais fragmentadas, cheias de experimentações estéticas. Sem contar a delícia de ouvir diferentes idiomas. A dureza do alemão. O canto francês. O entrecortado japonês.

Muitas já conquistaram legiões de fãs ao redor do mundo. Dark (Alemanha), La Casa de Papel (Espanha), The Rain (Dinamarca), A Louva-a-Deus (França), Suburra (Itália), O Último Guardião (Turquia) e Hibana: Spark (Japão).

E as produções brasileiras?

O momento é ótimo. Muitas já estão no ar. A primeira original da Netflix, intitulada 3%, conta com 50% de audiência em diferentes países, como Canadá, França e Itália. E ainda, O Mecanismo, Samantha, O Escolhido e Coisa Mais Linda.

A empresa, anunciou em abril deste ano que planeja lançar até o final de 2020 trinta séries brasileiras. É a nossa cultura alcançando dezenas de países.

Seria cair no comum dizer que o streaming mudou o jeito de assistir televisão, mas cada família tem seus hábitos ao fazê-lo. Alguns maratonam juntos. Ai de quem assistir um episódio sozinho. Outros, assistem separados, mas discutem fervorosamente sobre os episódios assistidos. E por aí vai. Uma coisa é certa, todos morrem de medo de spoilers.

*Por André Schuck

 

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