Um grupo de pescadores de arrasto, que é um tipo de pesca que passa a rede pelo fundo do mar, encontraram um fóssil de mastodonte, espécie de elefante, coberto de pelos, que viveu na América do Sul durante a Era do Gelo e está extinto há 11 mil anos.
Depois de encontrarem a ossada, que estava a 23 metros de profundidade, na costa de Sombrio, no Sul do Estado, os pescadores levaram para Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, achando que tinham descoberto os restos de um dinossauro ou de alguma baleia.
Foto | Tiago Ghizoni
Junto com a mandíbula do mastodonte, havia uma de preguiça-gigante e outra de uma espécie parecida com um hipopótamo, o que indica que o ponto localizado pelos pescadores é um “sítio fossilífero”, local onde estão reunidos diversos fósseis.
As características do fóssil levaram o pesquisador Jules Soto a concluir que o nosso mastodonte era um macho adulto. O tamanho da mandíbula é grande demais para ser de uma fêmea, não há dentes de leite e a dentição traseira está gasta, o que indica que já não era jovem.
Foto | Tiago Ghizoni
O próximo passo é fazer a descrição em publicações científicas e a apresentação em congressos de paleontologia. Depois, a intenção é criar um museu paleontológico em Santa Catarina, que receberá esses e outros fósseis da coleção do Instituto Cultural Soto.
Já pensou você, ai na sua casa, cavar um buraco e encontrar um fóssil?!?! Loucura não é mesmo!
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Fonte: DC