Alunos da professora Bárbara Bublitz e seus trabalhos publicados no Instagram. Da esquerda para a direita, Stella Nava, João Vitor Fanes e Mariana Borges Fanhani | Foto Arquivo Pessoal
Alunos da professora Bárbara Bublitz e seus trabalhos publicados no Instagram. Da esquerda para a direita, Stella Nava, João Vitor Fanes e Mariana Borges Fanhani | Foto Arquivo Pessoal

O isolamento social, necessário como proteção contra o coronavírus, afetou a rotina de todos.

Ao longo desse período, que já dura mais de quatro meses, as pessoas se viram na necessidade de adaptar trabalho, convívio social e, claro, também os estudos.

Em Jaraguá do Sul, os alunos seguem com aulas à distância. Mas, crianças e jovens também sentem o impacto da quarentena na hora de manter as atividades escolares.

Foi pensando nisso que a professora de educação artística da rede municipal Bárbara Bublitz teve uma ideia inspiradora para manter o interesse dos alunos e, principalmente, um contato mais próximo com eles através das redes sociais.

Chamado de Galeria do Vai Passar, o perfil no Instagram reúne pinturas, colagens, fotografias e até esculturas, que chamam a atenção pela qualidade, sensibilidade e criatividade.

Trabalho da aluna Eduarda Alvisi. EMEB Maria Nilda Salai Stähelin | Foto Reprodução/Instagram

"O objetivo é de estabelecer um vínculo, valorizar o trabalho que eles estão fazendo e estimular alguns a fazer um pouquinho melhor", comenta.

Alguns alunos se esforçam para melhorar seus trabalhos, justamente para que sejam expostos no Instagram, e não têm preguiça de refazer tudo. Outros preferem não expor, e tudo bem, a professora respeita e não força os alunos a nada.

"Assim, eles podem ver os trabalhos dos outros, ver o que estão produzindo, podem se marcar e ficar se elogiando, só que com um conteúdo saudável, um conteúdo que agrega que é arte no caso", afirma.

Bárbara conta que notou uma queda no rendimento dos estudantes durante a quarentena.

"Eles deram uma boa de uma relaxada, misto de cansaço com falta de recurso. E a gente precisa estar do lado, estimulando, conversando sobre as ideias que eles têm", conta a professora.

Pintura de Dinara Amanda Montoche Silva, da EMEB Loteamento Amizade | Foto Reprodução/Instagram

"Alguns acham que sua ideia não é boa, daí você diz 'não, é genial', mas isso tudo é o contato, e o processo de criação precisa do contato", ela considera.

Na escola, os desenhos e trabalhos artísticos dos alunos costumam ser colocados em exposição, geralmente colados na parede.

Mas, além de nem sempre ser possível dar conta de expor todas as atividades mesmo nas aulas presenciais, a professora viu que criar um perfil no Instagram poderia não apenas solucionar a parte da exposição, como também inspirar e incentivar os alunos.

"Sempre quis criar uma página virtual, um site, algo assim, já que agora usamos as ferramentas do Google, e daí pensei que tínhamos tanta coisa bonita que os alunos criam e eles vão acabar perdendo esses trabalhos, e eu queria mostrá-los", ela diz.

Expandir depois da quarentena

O perfil no Instagram conta com 171 seguidores no momento. Comparado ao número de alunos da professora de artes Bárbara Bublitz, é um número pequeno.

Para dar a oportunidade de outros professores e alunos participarem, Bárbara convidou outros docentes para enviar trabalhos, se assim quiserem e puderem.

Trabalho da aluna Carolina Menel Lopes | Foto Reprodução Instagram

"Uma das professoras me mandou dois trabalhos que achei fantásticos, e espero que mandem aos poucos, algumas professoras também começaram a seguir, e a ideia é essa", diz Bárbara.

Mesmo depois da quarentena, o projeto da galeria virtual no Instagram deve continuar. Assim, os trabalhos sempre poderão ser expostos e acabam não se perdendo com o tempo.

 

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