A Sociedade Cultura Artística (Scar) retomou, no sábado (5), o programa de visitas aberto à comunidade. Pelo menos uma vez ao mês, a população frequentará os bastidores da entidade, tendo acesso às salas multiuso, camarins, figurinos, instrumentos, fosso do palco e até mesmo ao sistema fotovoltaico, instalado no telhado do Centro Cultural. Acompanhado pela diretora executiva da Scar, Edilma Lemanhê, um grupo de aproximadamente 20 pessoas circulou pelo prédio para entender um pouco mais sobre a estrutura necessária para cada espetáculo. Além disso, foi possível ter uma ideia mais ampla de como a organização é mantida.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
“Hoje teremos um grupo fechado de convidados, mas depois nós vamos abrir à comunidade. Esse programa já existe há um tempo na Scar e está sendo retomado. A ideia é exatamente mostrar um pouco do que é a Scar por dentro”, destaca Edilma.   Membro do Conselho de Administração da Sociedade Cultura Artística, Monika Hufenussler Conrads deu as boas-vindas aos visitantes e ressaltou que a Scar está sempre de portas abertas à comunidade.
“Nós gostaríamos que todos se sentissem muito bem nessa casa e, conhecendo o trabalho que é feito, pudessem sempre nos ajudar. A Scar não é esse prédio, é a vida que tem dentro dele. É o que acontece aqui dentro que é muito mais importante”, aponta Monika.
Ela também lembrou que com muito trabalho e seriedade, a entidade foi atraindo um público cada vez maior para os espetáculos e projetos. “No início, a gente tinha que correr atrás das pessoas para virem assistir um espetáculo. Hoje em dia, a coisa já mudou. As pessoas vêm por si só, vêm assistir e aplaudir”, diz.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
Monika ressaltou que o projeto "Escola Vai ao Teatro", por exemplo, tem quase 20 anos e que a relação das crianças e adolescentes com o projeto é bem diferente do era há duas décadas.
“Todas essas coisas precisam, de alguma forma, ser mostradas, e é por isso que hoje nós estamos aqui, para formar opinião a respeito disso e para que todos possam nos ajudar, se acharem que vale a pena”, pondera.

Uma mescla de história e tecnologia

Durante cerca de duas horas, o grupo misto, que incluiu crianças e idosos, percorreu cada canto da instituição. Entre as atrações da visita, está a sala das harpas, que guarda 17 instrumentos. O espaço possui ar condicionado ligado dia e noite, além de desumidificador, para não haver umidade e variação climática.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
“A gente chama de estacionamento de harpas, porque cada uma tem um local específico. Se alguma sai daqui, deve voltar ao seu lugar”, explica Edilma. Os instrumentos foram trazidos de Chicago (EUA) há 11 anos. O valor aproximado de cada harpa é de R$ 100 mil. O acervo é o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. No Grande Teatro, os participantes conferiram alguns instrumentos, como o cravo, piano de cauda, tímpanos e vibrafone.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
Também tiveram oportunidade de descer no fosso, uma ideia de como funciona a troca de cenários, luz e imagens e contato com a tecnologia empregada nos espetáculos. As explanações mesclavam a história da Scar e dos instrumentos com a modernização dos equipamentos que dão suporte às apresentações.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
Sócia mantenedora da Scar, Lucia Helena Moreira da Silva Purper, 68 anos, ressalta que, apesar de ser frequentadora assídua dos eventos no local, foi surpreendida com a estrutura. “Achei importantíssimo (a visita), porque agora nós temos um argumento muito grande para falar a outras pessoas que a Scar não é só importante pelo que ela apresenta pra gente. Mas ela em si, prédio e funcionários todos, é uma coisa que poucas cidades no mundo têm”, opina.
Foto: Eduardo Montecino/OCP
Ela ressalta que o grupo que cuida de toda a estrutura tem uma grande responsabilidade nas mãos. Gaúcha, há nove anos Lucia reside em Jaraguá do Sul e frequenta a Scar. Mesmo assim, afirma que não tinha ideia da grandiosidade da entidade. Ela contribui com R$ 144 por mês e considera importante fazê-lo porque acompanha praticamente todos os eventos da Scar.
“Eu queria muito contribuir de alguma forma. E sinto um orgulho enorme disso, porque não traz benefícios só para mim, mas para toda a comunidade”, diz a professora aposentada.
A próxima visita na Scar está marcada para o dia 9 de junho (sábado). Havendo público interessado, poderá envolver mais de um grupo no mesmo dia e até passar a acontecer quinzenalmente. O passeio é direcionado a pessoas de todas as idades, desde que dispostas a andar pela estrutura. ------

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