Nostalgia, revival, vintage, antiguidade, pode chamar do que quiser. Os adeptos da cultura old school vão acatar todas essas denominações com o maior prazer, só não os cite em tom de chacota. Pra esse pessoal que cultua os velhos tempos, o hobby é coisa séria. Ops, hobby? Pra muita gente, isso é um estilo de vida e até um negócio. É o caso de Pablo Diego Lemke (foto), 41 anos, dono de uma loja em Joinville que vende de tudo o que se possa imaginar, de móveis e discos a roupas, eletrodomésticos, revistas e objetos como garrafas, lustres e brinquedos. Tudo de 30, 40, 50, 60 anos atrás e em perfeito estado. A própria casa que abriga o comércio, no bairro Atiradores, é uma relíquia de 1959. A paixão de Pablo pelo vintage começou com os carros antigos, que ele reformava e vendia. Vinte e cinco anos depois, ele incorporou o estilo ao seu cotidiano e é um defensor da “causa”, a ponto de querer difundi-la cada vez mais. Não que ele seja avesso a tecnologia, mas ela acaba mesmo sendo um modo de aprender mais sobre o passado. - As coisas antigas têm uma beleza, um conforto e uma durabilidade diferenciada. Hoje tudo é muito passageiro – afirma. - É um estilo de vida espalhado pelo mundo e que é levado muito a sério – conta Pablo, que cita os vinis, carros antigos, clubes de motos, tattoos e barber shops como exemplos atuais desse movimento que ele carinhosamente chama de “a doença da ferrugem”. Um movimento com muitos seguidores no Estado – vide o enorme Santa Catarina Custome Show, que acontece anualmente em Itajaí -, e não é diferente em Joinville. Só que aqui, comenta Pablo, eles estão espalhados e não formam exatamente uma cena. Uma oportunidade de reunir essa turma acontece neste sábado (17), na casa/loja de Lemke, na rua Porto União, 1.213. A partir das 15 horas, carros antigos, barbearias, cupcakes, bandas e food trucks mobilizarão adoradores de um tempo bom que, para eles, volta a todo momento. Texto e foto: Rubens Herbst