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Protagonistas da história: mulheres que ajudaram a formar Jaraguá do Sul

Foto: Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul

Por: Maria Luiza Venturelli

25/07/2026 - 08:07 - Atualizada em: 25/07/2026 - 08:47

Ao longo da formação de Jaraguá do Sul, diferentes mulheres tiveram atuação decisiva na construção social, cultural, religiosa e econômica da cidade. Em áreas distintas, elas contribuíram com iniciativas que ajudaram a moldar o desenvolvimento local e deixaram legados que permanecem na memória da comunidade.

A seguir, quatro dessas trajetórias são reunidas em uma nova leitura jornalística, destacando percursos de vida marcados por participação ativa na história do município.

Maria Umbelina da Silva

Foto:Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul

Na dimensão social e histórica da formação comunitária, Maria Umbelina da Silva ocupa um lugar de forte simbolismo. Chegou à região como babá dos filhos de Emílio Carlos Jourdan, responsável pelo projeto de colonização do Estabelecimento Jaraguá. Após a saída da família, permaneceu na cidade e passou a integrar a construção da vida comunitária local. Criou sete filhos, entre eles Emílio da Silva, historiador de Jaraguá do Sul, e foi avó de Eggon da Silva, um dos fundadores da WEG, uma das maiores indústrias do país. Sua trajetória se relaciona diretamente à formação da comunidade negra no município e à continuidade de gerações ligadas à história local.

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Constância Piazera

Foto: Arquivo pessoal

Constância Piazera foi uma das figuras ligadas aos primeiros momentos de organização do município. Esposa de Ângelo Piazera, pioneiro no desenvolvimento local, dedicou sua vida à religião, às causas sociais e à educação familiar. Entre os registros de sua contribuição, está a doação do terreno onde foi construída a primeira sede da Prefeitura de Jaraguá do Sul, ainda nos primeiros anos após a emancipação. Seu nome também ficou eternizado na Creche Constância Piazera, em reconhecimento ao legado deixado à comunidade.

Adélia Piazera Fischer

Foto: Arquivo Histórico de Jaraguá do Sul

Outra trajetória de destaque é a de Adélia Piazera Fischer, pianista e professora, filha de Constância e Ângelo Piazera. Atuou intensamente na vida cultural e social da cidade, com participação em iniciativas beneficentes e projetos comunitários. Foi presidente da entidade Pró-Proventório, voltada à arrecadação de recursos para a construção do Proventório Catarinense, instituição destinada a acolher crianças afetadas pela hanseníase. Também teve papel fundamental na fundação da Scar (Sociedade Cultura Artística), em 1956, espaço que se tornou referência cultural em Jaraguá do Sul.

Ieda Maria de Souza

Ieda Maria de Souza foi a primeira mulher eleita para a Câmara Municipal de Jaraguá do Sul, após 36 anos de existência do Legislativo. A eleição aconteceu em 1972, quando ela recebeu 519 votos e quebrou um importante tabu na política local, abrindo caminho para a representatividade feminina no município. Sua posse ocorreu em 31 de janeiro de 1973 e marcou o início da participação efetiva das mulheres no Legislativo jaraguaense. Mesmo com menor destaque à época, sua trajetória passou a ser reconhecida como um marco histórico para a política da cidade. Desde então, outras mulheres também passaram a ocupar cadeiras na Câmara, ampliando a presença feminina nas decisões políticas e fortalecendo a representatividade no município.

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Maria Luiza Venturelli

Jornalista formada pela Faculdade IELUSC, especializada em conteúdo publicitário, cultura e entretenimento.