Rudolf Morsch entra neste sábado (7) para o seleto grupo de moradores de Jaraguá do Sul com cem anos de idade. O idoso é natural de Massaranduba, mas já vive no município há 30 anos. Apesar da dificuldade natural para caminhar, Morsch é ativo e nutre amizades.

Nesta semana, por exemplo, o centenário foi até à Comunidade Luterana Apóstolo Pedro para receber uma homenagem pela nova idade.

Morsch é o primeiro, dos 135 integrantes do grupo de idosos Alma Voigt, a chegar aos cem anos. Como uma tradicional festa de aniversário, ele foi presenteado pelos amigos e aproveitou os doces e salgados.

Centenário recebeu uma homanegem na Comunidade Luterana Apóstolo Pedro | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Centenário recebeu uma homanegem na Comunidade Luterana Apóstolo Pedro | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O único idioma que o idoso fala é o alemão, devido à descendência germânica dos pais e avós. A língua não é um problema para os outros integrantes do grupo de idosos. Assim que chegou na comunidade, Morsch foi parabenizado e recebido pelos amigos com cumprimentos em alemão.

Para conceder entrevista ao OCP, Morsch contou com a ajuda da filha Darci Morsch, 61 anos. Ele conta que não seguiu nenhuma fórmula para alcançar os cem anos, apenas viveu. Morsch sempre trabalhou como agricultor, cultivando arroz em Massaranduba. Também se dedicou a esposa, que era cega. Em 2005, ele ficou viúvo.

Cuidados com o jardim

Hoje, o centenário mora com duas filhas no bairro Vila Lalau. A filha Darci conta que o pai ainda planta e cuida do quintal que eles têm no terreno de casa. "Meu pai também nunca teve nenhum problema de saúde grave", recorda. Morsh teve cinco filhos e já tem netos e bisnetos.

O atual estado de saúde dele também é bom. Morsch sente apenas os reflexos naturais da idade avançada. Apesar de não compreender o que a filha conversava em português com a equipe do OCP, ele observava atento a todos os detalhes. "Ficamos muito felizes com os cem anos dele. Só temos a agradecer pela benção", destaca a filha.

O pastor William Bretzke, que conhece o idoso há alguns anos, comenta que admira a lucidez dele. "Não fazem muitos anos que ele ainda andava de bicicleta. Sempre foi muito gentil, amoroso e discreto", completa.

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