Montagem histórica de “A Litorina” ganha corpo agora com Abismo Teatro de Grupo

Montagem histórica de “A Litorina” ganha corpo agora com Abismo Teatro de Grupo Montagem histórica de “A Litorina” ganha corpo agora com Abismo Teatro de Grupo

Entretenimento

Por: Gabriel Junior

quinta-feira, 10:30 - 22/02/2018

Gabriel Junior
Um texto de 1970, que marcou época na cidade de Joinville, é trazido à tona novamente, mostrando que a montagem de “A Litorina” é histórica, mas o assunto ainda é atual. A peça foi escrita por Miraci Dereti (1942/2006) e realizada em oito apresentações na cidade, com atuação do próprio autor, do jornalista e historiador Apolinário Ternes e do professor Félix José Negherbon. Agora, a nova montagem ficou a cargo do Abismo Teatro de Grupo e integra a programação do Verão Teatral, da Ajote (Associação Joinvilense de Teatro) nos dias 8, 9, 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de março, quintas e sextas às 20h e sábados e domingos às 18h, na Estação da Memória, em Joinville. À época de sua criação, a peça foi descrita pelo próprio autor como “uma tragédia moderna, em quadros, focalizando uma realidade totalmente regional, desvendando, ao mesmo tempo, o eterno conflito entre o indivíduo e sua realização, e a sociedade que o esmaga”. O escritor e dramaturgo joinvilense buscou dar uma sugestão aos seus conterrâneos portadores de alguma mensagem artística para que a tornassem realidade, seja num verso, numa canção ou pintura. O primeiro contato do Abismo Teatro de Grupo com uma obra de Dereti foi por “Os Palhaços – texto teatral censurado em 1968”, publicado em livro organizado por Cristovão Petry, diretor do grupo, que vem realizando uma série de palestras e leituras dramáticas deste texto em diversos lugares de Santa Catarina. Já o acesso ao texto de “A Litorina” foi por intermédio da esposa de Dereti, Marisia Morcelles Dereti. Com a autorização em mãos, o grupo decidiu encarar o desafio de colocar a peça em cena depois de 47 anos da primeira e única montagem. “Há algum tempo o Abismo está querendo realizar uma nova montagem e após a primeira leitura da peça, já ficou evidente que o texto escolhido seria “A Litorina”. Por isso, o primeiro passo foi digitar o texto, que se encontrava em boa parte manuscrito em um caderno do escritor”, conta Petry. Os ensaios começaram em abril de 2017. Desde a fundação em 2013, o Abismo Teatro de Grupo vem participando ativamente da agenda cultural de Joinville e região, desenvolvendo seu teatro político comunitário com a circulação dos espetáculos de seu repertório e da participação em diversas oficinas de formação. O local escolhido para realizar a temporada de estreia de “A Litorina” foi a Estação da Memória, cenário ideal para encenação da peça e que vem ao encontro da proposta do grupo de ocupar os espaços não convencionais e centrais de teatro, indo para locais alternativos e promovendo um convite à reflexão sobre o lugar da arte da cidade. Sinopse Uma tragédia. Três personagens centrais movem a peça, num bar de uma estação ferroviária. Ildefonso é o chefe da estação – um agiota preocupado apenas consigo mesmo e nos seus lucros.  Severino, um bêbado, não conseguindo sustentar a família, é abandonado pela mulher, deseja fazer justiça com as próprias mãos. Amaro, um vendedor que desce da litorina e media as discussões, procurando compreender os fatos, mas não interfere no seu desfecho. Pesquisa que gerou livro “Fizemos uma pesquisa e lendo anotações datilografadas pelo autor em 1970, onde nenhum dos atores e nem o diretor do Abismo haviam ainda nascido, percebemos o quanto é necessário resgatar esta história e colocar ‘A Litorina’ em cena. O teatro é para ser encenado”, destaca Petry.  Além da encenação, o grupo irá publicar o texto e uma pesquisa sobre o contexto da época em um livro, entrevistando os dois atores da primeira montagem:  o jornalista e historiador Apolinário Ternes e o professor Félix José Negherbon, além do técnico de som e luz, Volney Valentin e da companheira de Dereti, Marísia. Quem for assistir à peça ganha um exemplar do livro (está incluso no valor do ingresso). Quem quiser levar para casa mais exemplares eles estarão à venda a um custo de R$ 10 cada e poderão ser adquiridos no local e dias de apresentação (serviço). Ficha técnica Texto: Miraci Dereti Atuação: Letícia Helena, Isadora Dourado, Marcos Vicente Jr. e João França Vozes e imagens do prólogo: Apolinário Ternes e Félix José Negherbon Música do prólogo (Passarinho): Rogério Morcelles Dereti Filmagem e edição do prólogo: Nilton Santo TiroTTi Trilha Sonora Original: Lausivan Corrêa Figurino: Marlon Zé e o grupo Cenário: o grupo Fotografia: Jéssica Michels Iluminação: Flávio Andrade Maquiagem: Letícia Petry Prótese dentária: cirurgião dentista Luiz Eduardo da Nova Filho / Protético: Jacques Normando Barata / CH.DENT (Odontologia especializada) Assessoria de Imprensa: Santa Cultura – Comunicação Criativa Designer Gráfico: Isadora Dickie e Andre Beavis Pesquisa histórica: o grupo Coordenação Editorial: Jura Arruda e Editora Areia Agenciamento: Cristina Puccini da Silva Direção: Cristovão Petry Produção: Patrícia Gbur Portela Petry e grupo Classificação Indicativa: 14 anos Duração: 70 minutos Patrocínio: Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura (SIMDEC/Joinville), em projeto aprovado no Mecenato 2015, Secretaria de Cultura e Turismo e Prefeitura de Joinville Apoio: Amorabi (Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Itinga) e Ajote (Associação Joinvilense de Teatro) Realização: Abismo Teatro de Grupo Serviço: A Litorina Quando: 8, 9, 10, 11, 16, 17, 18, 23, 24 e 25 de março de 2018 Horário: quintas e sextas às 20 horas, sábados e domingos às 18h Local: Estação da Memória (Antiga estação ferroviária), Rua Leite Ribeiro s/n, Anita Garibaldi Ingressos: R$ 10,00 (dá direito a um exemplar do livro) – lugares limitados. Reserve seu ingresso pelo e-mail abismoteatrodegrupo@gmail.com, no WhatsApp 47-99603-5584 ou pelo link facebook.com/Abismoteatrodegrupo
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