Máscaras de super-heróis ajudam no tratamento de crianças com câncer em Blumenau

Foto Divulgação/Hospital Santo Antônio Foto Divulgação/Hospital Santo Antônio

Entretenimento

Por: Felipe Elias

quinta-feira, 10:20 - 18/02/2021

Felipe Elias

Se para um adulto fazer uma sessão de radioterapia, na qual é necessário ficar por pelo menos 15 minutos sem se mexer já é difícil, imagina para uma criança!? Durante a realização das sessões de radioterapia, os pacientes precisam usar máscara para tratar os tumores de cabeça e pescoço, face ou sistema nervoso central.

O acessório obrigatório é feito de plástico sensível ao calor e vem em forma sólida e plana, quando colocado na água quente, se torna mole e flexível. Neste momento, com a temperatura adequada, a máscara é moldada ao rosto do paciente, que a utiliza até o final do tratamento - cada máscara é única e exclusiva. Quando o paciente está deitado, a máscara é colocada e presa na mesa durante toda a sessão de radioterapia e impede o movimento da cabeça.

Pensando em proporcionar mais humanização e transformar o momento em algo mais leve, o técnico em radiologia do Hospital Santo Antônio, de Blumenau, Lucas Agostinho Beckhauser, que já tinha visto a customização de máscaras em outros serviços, trouxe a ideia para o setor de radioterapia. Junto com seu amigo Anderson Marqueti, ele transformou uma máscara comum em uma máscara do Capitão América, incentivando os outros profissionais a adotarem a prática.

Em pacientes pediátricos, a radioterapia se torna ainda mais delicada, pois quando a criança não consegue ficar na mesa sozinha, é necessário o uso de anestesias e sedações. Por isso, as máscaras customizadas foram criadas para ajudar os pequenos a ficarem mais tranquilos.

Foto Divulgação/Hospital Santo Antônio

Já na primeira consulta, quando é feita a moldagem da máscara no rosto do paciente, os colaboradores do hospital conversam e distraem as crianças, transformando o momento em uma simples brincadeira. Eles perguntam qual é o personagem favorito, seu super-herói e o que a sala traz de lembrança.

 

"A Mariah, por exemplo, paciente de 6 anos, na primeira consulta já nos falou que 'Frozen' era seu desenho favorito, e juntos imaginamos esse mundo. Quando ela recebeu a máscara da Elsa (personagem do filme), ela já se empolgou, a nossa sala já fica um pouco mais gelada, e ela entrou na brincadeira, falando que era o mundo da 'Frozen'", relata a médica radioncologista Vanessa Oliveira.

 

Foto Divulgação/Hospital Santo Antônio

Atualmente, as máscaras são confeccionadas pelas técnicas de radiologia do Santo Antônio, e aos poucos os armários estão ganhando espaço para os personagens. Além da Elsa, um unicórnio e o Capitão América encontram-se à disposição dos pequenos pacientes.

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