Depois de um ano de Covid-19, o setor de cultura se adaptou para o acesso digital, e o mais recente polo cultural a se moldar para a realidade pós covid é o museu do Louvre, em Paris. As informações são da Forbes.

A Mona Lisa é talvez a mais famosa de todas as obras de arte da coleção do Louvre, mas também há a Vênus de Milo, a estátua Victoire de Samothrace e 484 mil outras obras de arte, muitas das quais estão guardadas há anos e algumas estão em empréstimo. O banco de dados é gratuito para visualização, mas as imagens não são de acesso aberto, portanto, não podem ser baixadas ou compartilhadas.

Anteriormente, apenas 30 mil peças do Louvre estavam online, mas agora estima-se que três quartos de seu arquivo foram catalogados digitalmente – um processo exaustivo, conforme relatado pela “National Public Radio”, que exige que cada imagem seja acompanhada pelo título, nome do artista, número de inventário, dimensões, materiais e técnicas, data e local de produção, história do objeto, localização atual e bibliografia.

O Louvre teve que recorrer ao online para interagir com seu público, devido à queda impressionante de visitantes. Conforme relatado pelo instituto de pesquisa Smithsonian, 9,6 milhões de pessoas visitaram o museu em 2019 – um número que caiu para 2,7 milhões em 2020, um decréscimo de 72%.

Ele se junta ao Uffizi de Florença, ao Rijksmuseum de Amsterdã e ao Prado de Madri, que também tiveram que migrar para o online para se conectar durante a pandemia. Todos os três se juntaram ao TikTok, envolvendo-se com sucesso com um público mais jovem, particularmente o Uffizi. O Versalhes de Paris é o mais recente a se conectar, oferecendo uma visita de um minuto em torno da antiga casa de Luís XIV.