Quem gosta de apreciar uma boa música está convidado a assistir um espetáculo instrumental intimista, que será apresentado por cerca de 100 alunos do projeto Música Para Todos (MPT), amanhã. “Sons do Brasil” está marcado para iniciar às 18h30, no espaço multiuso da Sociedade Cultura Artística (Scar), sob a batuta do professor Jorge César Pires. É o momento em que os aprendizes têm a oportunidade de mostrarem sua evolução. O projeto MPT, que oferece aulas gratuitas de educação musical, canto coral e prática de conjunto, promove apresentações abertas sempre na última quarta-feira do mês. Gabriel Lucas Feder, 14 anos, que em 2012 passou a frequentar aulas de musicalização e dois anos depois optou pelo aprendizado de flauta doce, acredita que a plateia deve gostar do espetáculo múltiplo, com repertório de clássicos e contemporâneos da MPB. “Está bem ensaiado. Acredito que será uma boa apresentação”, diz, convicto. Dentre as obras a serem executadas estão Carinhoso, de Pixinguinha, e Garota de Ipanema, da dupla Vinícius de Morais e Toquinho. Ele também faz curso de violino pelo projeto Incentivando Talentos. Apesar da veia artística, ainda não pensa em seguir carreira: “Quero ter o conhecimento, como hobby”, observa, sorrindo. Letícia Christine Weiss, 14 anos, também estuda o instrumento há quatro anos e referenda as palavras do colega Gabriel. “Gosto bastante das apresenta- ções mais elaboradas”. A professora Ângela Müller, que leciona para sete alunos de flauta doce e 13 de teclado, garante que o projeto é bem completo. Nos cinco anos em que atua na Scar, constata que sete alunos seguiram carreira na música. -- Leia também: Segunda etapa de 2017 do projeto “A Escola Vai ao Teatro” volta com força total  -- PROJETO COMPLETA 14 ANOS EM SETEMBRO  O coordenador do MPT, Roberto Koch, lembra que projeto completará 14 anos em setembro, período em que já beneficiou mais de 3 mil alunos com bolsa integral, com uma média anual de 300 classificados. Dependendo do desempenho, o bolsista pode permanecer até quatro anos. Este ano foram contemplados 250 alunos, em 20 modalidades, com envolvimento direto de 17 profissionais. As seleções ocorrem em fevereiro, e os critérios são a renda familiar e aptidão para a música. O investimento médio anual é de R$ 400 mil, viabilizados através da Lei Rouanet, com captação de recursos do Grupo WEG, Duas Rodas e Flexível. “Nossa proposta é a arte-educação, mas têm alunos que se identificam e decidiram encontrar na música uma identificação profissional”, constata Roberto Koch. Por Sônia Pilon | O Correio do Povo