Há cerca de um ano e meio, a jaraguaense Caroline Chaves descobriu um câncer no intestino, mais especificamente no colo ascendente. O diagnóstico despertou a surpresa e a angústia, mas também fez nascer uma força que nem ela sabia que poderia ter.

Durante oito meses, Caroline fez inúmeras sessões de quimioterapia e há quatro meses encerrou o tratamento. Nesta semana, ela compartilhou no Facebook um depoimento que chama a atenção pela coragem de falar sobre um assunto tão delicado.

"Quando terminei o tratamento tive (tenho) a sensação que a coisa mais importante na minha vida aconteceu, consequentemente passei a não ter medo de arriscar ou de recomeçar, isso me trouxe pra Itajaí, estudar e trabalhar. Sinto-me feliz, realizada e imbatível!", contou Carol animada.

Confira o depoimento emocionante da jaraguaense:

Há um ano que descobri o câncer e fazem quatro meses que terminei o tratamento (quimioterapia), ou seja, venci o câncer.
Foram 8 meses de tratamento, onde tive que trancar a faculdade (terminaria esse ano), saí do emprego, movimentos sociais, vida social...
8 meses sem rotina vivendo em função do câncer. Tive dias terríveis e dias menos ruins, mas que me ensinaram a aproveitar as semanas boas (sem quimioterapia) e nas ruins ter foco o suficiente para aguentar.
8 meses onde amadureci o que não amadureceria em pelo menos cinco anos porque fiz tudo o que queria (dentro das limitações do tratamento), o lema foi "vamo dale" e "meter o loko" para viver cada dia como se fosse o último, aproveitei em 8 meses o que não tinha aproveitado em 23 anos.
Aprendi que a falta de responsabilidade pode ser boa, que cada um tem seu tempo e que nada acontece por acaso, aprendi que posso usar minha ansiedade ao meu favor e equilibrar (tudo) sem ter crise ou me sentir incapaz.
Libertei-me, evolui, cresci e me redescobri.
Recomecei a vida com um novo olhar e o primeiro passo foi vir para Itajaí (dividir ap com Alice e nossos dois the monios) transferir a faculdade e começar em um novo emprego, abracei as oportunidades tendo a certeza que a melhor coisa da minha vida aconteceu, mas sei que melhores fases estão por vir.
Indico que a gente viva cada dia como se fosse o último dia de vida, que a gente não tenha medo de arriscar, perder e de falhar, que a gente consiga se desprender dessas construções sociais para ser ou ter e só se permita viver, de maneira leve e feliz!
Agradeço a minha família pelo suporte, paciência e amor.
Aos meus amigos por terem feito meus dias ruins serem melhores e os dias bons serem incríveis e a todas as pessoas que me acompanharam nas redes sociais (e fora dela), obrigada.
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No ano passado, nós conversamos com a Carol para falar de um blog que ela e outras pessoas criaram com a intenção de divulgar as experiências de quem está lutando contra um câncer. Confira aqui.
O “Por amor às causas perdidas“, surgiu principalmente para mostrar para as pessoas que o câncer não é o final da vida. Mas ela não criou o blog só pra ela, não. O espaço foi elaborado para que ele seja colaborativo, com depoimentos de pessoas de todos os lugares do país e também dicas, para aliviar o processo.
E quem quiser contribuir, basta só acessar o site, e clicar em “compartilhe a sua história“, ou entrar em contato através da fanpage no Facebook.

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