O sonho de seguir caminhos na área da astronomia levou a jovem Julia Gabrieli de Souza, de 16 anos, a se destacar entre os melhores do Brasil no concurso Nasa International Space Apps Challenge.

Aluna do ensino médio da escola Professora Valdete Inês Piazera Zindars, Julia é integrante da equipe vice-campeã da competição.

A ideia do projeto foi desenvolvida por Jheimis Santos, de 20 anos, morador de Santa Bárbara d'Oeste, em São Paulo. Ele idealizou um filtro purificador que auxilia no combate ao novo coronavírus.

O filtro entra em funcionamento conforme o nível da qualidade do ar, que é monitorado por um computador. O processo de purificação conta com microalgas, que transformam gás carbônico em oxigênio, e com um filtro eletrostático, que pode afetar a membrana do vírus.

Foto Reprodução/Nasa

O usuário tem acesso a um painel gráfico com informações sobre o desempenho do dispositivo, chamado TaurusOx.

"Pelo painel, é possível ver a qualidade do ar, tanto de oxigênio quanto de gás carbônico, o que foi filtrado ou não e o que está atuando ou não", explica Jheimis.

A NASA International Space Apps Challenge é um "hackathon", evento que reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software em maratonas de trabalho para criar produtos inovadores.

Trabalho em equipe

A organização do evento lança um desafio e determina um prazo para os participantes resolvê-lo. Na competição da NASA, o prazo era de dois dias, entre 30 e 31 de maio.

Por causa da pandemia, o trabalho da equipe foi feito de forma remota.

"Foi 100% on-line. Essa questão atrapalhou um pouco porque a gente não conseguia estar próximos dos colegas nem dos mentores, mas mesmo assim eles ajudaram o máximo possível e conseguimos desenvolver um projeto muito legal", conta a jaraguaense.

Julia (de preto, segunda fileira) e os demais participantes da competição | Foto Arquivo Pessoal

Como ainda está no Ensino Médio e não possui uma formação especializada em alguma área, embora já tenho feito cursos tecnológicos, Julia contribuiu para o trabalho fazendo as pesquisas necessárias.

"Trabalhei ajudando no desenvolvimento, pesquisando, fiz o máximo possível para ajudar eles. Como não tenho uma área específica, eu pesquisava como era cada coisa e ajudava, mesmo às vezes não sabendo, como a área da química. Foi bem difícil, mas foi muito bom", ela conta.

Os outros membros do grupo são: Jheimis Santos, de Santa Bárbara d'Oeste (SP), Luiza Amaral (SP), Ricardo Henrique (PR) e Giovanna de Almeida (RJ).

Premiação internacional

O resultado do concurso saiu no dia 4 de junho.

Como prêmio, os criadores do TaurusOx ganharam o direito de processamento de até R$ 50 mil no Ebanx Pay com isenção de taxas, além de vagas num programa de workshops e consultoria.

Eles também concorrem na premiação global. A divulgação dos vencedores será em agosto.

"Me sinto lisonjeada de ser vice-campeã de um projeto nacional porque, como é a primeira vez e eu nunca tinha passado por essa experiência, e por ser a primeira vez, eu fiquei muito nervosa, mas eu dei o meu máximo", diz Julia.

"Foi bem cansativo, passamos noites em claro, mas valeu a pena, foi um trabalho excelente, estamos muito satisfeitos e agora vamos fazer o máximo para conseguir apresentar esse projeto e ter ele em mãos", completa.

 

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