Após ter anunciado a retomada da festividade no próximo ano, a secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Natália Petry, voltou atrás na decisão depois de uma reunião preliminar com os representantes de blocos da cidade. “Chamamos os dois blocos e um deles, o Despertar do Amanhã, afirmou que não estaria encontrando pessoas para compor o desfile”, disse a secretária, aponta que apenas o campeão Em Cima da Hora teria confirmado participação. Sem blocos suficientes para pôr uma competição na avenida, a destinação dos recursos também fica comprometida. É da premiação que os grupos tiram o dinheiro investido nas roupas, apetrechos, carro alegórico e preparação da bateria. Segundo Natália, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil estabelece critérios rígidos para autorização de repasses a entidades. Seria necessário chamamento público e lei específica autorizando repasse. Um concurso com apenas um bloco, aponta Natália, não faria sentido. Tradicional o Carnaval jaraguaense conta com quatro blocos, incluindo na lista Unidos do Manequinha e Verde e Rosa. No último Carnaval, em 2016, Natália afirma que já foram apenas dois grupos na avenida. “Jaraguá ao longo dos anos, iniciado pelo mestre Manequinha, tinha uma tradição. Uma parte da população participava ativamente, outra prestigiando o desfile. A cidade teve alguns momentos mais organizado e nos últimos vem se enfraquecendo”, disse a secretária, considerando que a paralisação contribuiu para a situação. Entretanto, a responsável pelo setor Cultural promete uma reestruturação. Um projeto, criado em nome da Liga Jaraguaense de Carnaval, teria disso protocolado junto ao Estado e governo federal para captar recursos. “O fato de não realizado no ano passado e não ser realizado no próximo, não significa que não terá em 2019”, finalizou a secretária. *Reportagem de Natália Trentini