Não pense o leitor que a segunda edição do Animaneco – Festival de Teatros de Bonecos de Joinville largar nesta sexta, 27 de abril, é uma mera convenção de calendário. Nesta data é celebrado o Dia Nacional do Teatro de Bonecos e o Dia Internacional do Teatro de Títeres, uma prova de que essa linguagem cênica deslumbra plateias ao redor do globo, e não é de hoje. E atrair mais público para ela no Norte catarinense, usando diversão e didatismo com ímãs, é um dos objetivos do evento que vai até 6 de maio em vários espaços da cidade. A programação completa se encontra AQUI.

Foram selecionados dez companhias de Santa Catarina, Goiânia (GO), Bauru (SP) e Porto Alegre (RS), que farão mais de 30 apresentações, se contados os espetáculos de lambe-lambe. A maioria acontece no galpão da Ajote, como a abertura nesta sexta, às 20h, com “Boneco de Cor” (foto abaixo), do grupo goiano Teatro do Maleiro. Mas escolas, Shopping Mueller, Supermercados Angeloni, Loja Fantoche e Casa 97 também receberão eventos paralelos.

Por sinal, o aumento da programação é um dos diferenciais desta edição do Animaneco em relação a estreia, no ano passado. De quatro dias, a agenda passou para dez, fazendo crescer a oferta de apresentações. Ela ainda comporta uma exposição, um lançamento de livro e o 1º Seminário de Teatro de Animação de Joinville, organizado por Fabina Lazzari, do centro de artes da Udesc, que terá a participação da atriz e gestora da El Arca Teatro Museo de Titeres, de Havana (Cuba).

- Nós, da Essaé, que estamos bem envolvidos com o teatro de bonecos, somos gratos por fomentar essa linguagem em Joinville e vemos que o público vem tomando gosto por ela. A nossa região já teve o Festival de Formas Animadas em Jaraguá acontecendo por tanto tempo. Com o Animaneco, queremos voltar a fomentar o teatro de bonecos na região Norte – diz Cassio Correia, da Essaé Produções, organizadora do evento.

Para alcançar esse objetivo e oferecer melhor estrutura, os produtores apelaram para o financiamento coletivo (via Catarse).
- É sempre difícil fazer um evento desse porte sem dinheiro. A gente conta muito com a adesão das escolas para a compra de ingressos para espetáculos diurnos, a bilheteria, os apoios dos parceiros. A opção do financiamento coletivo foi para agregar um pouco mais de recursos e ter um garantia melhor de ajuda de custo para os grupos que vêm de longe, principalmente – diz Cassio.

- Mas os grupos vêm acreditando no movimento e no formato do evento. Isso pra mim é muito gratificante, mas é claro que a gente tem que valorizar. Estamos propondo novos formatos de realização para que os grupos possam circular com uma produção local mínima.