Em um reino muito, muito distante, com magos, guerreiros, criaturas monstruosas ... parecido com Joinville, vejam vocês. Há muito em comum entre a cidade do Norte Catarinense e Tedawer Lorcb, a terra fantástica onde se passa “Em Busca do Reinado: o Diamante Azul”, livro de fantasia que Juliano Reinert lança nesta quarta-feira (28), às 19h30, na Livrarias Curitiba do Shopping Mueller, em Joinville. Em seu primeiro romance, Reinert usou referências familiares para criar a paisagem da história, passada num mundo pós-apocalíptico e protagonizada pelo jovem Bruno, que tanta vender a única herança deixada pelos falecidos pais: um diamante azul. Ao achar um comprador, ele descobre que a joia é a chave para acabar com outra guerra, travada num mundo perdido no tempo e no espaço e dominada por magia. Na trama, Tedawer Lorcb corresponde à América do Sul e tem um mapa semelhante ao de Joinville. Além disso, há referências ao Castelinho Doria, imponente construção na rua Jerônimo Coelho (hoje sede de um banco), à praça Nereu Ramos e à rua das Palmeiras. - A trama é um apanhado de histórias que eu trago na minha mente desde a infância – conta Juliano a Orelhada. – Mas foi só quando conheci J.R.R. Tolkien (autor de “O Senhor dos Anéis”) que achei um jeito de amarrar tudo isso. Daí os anagramas. Eles escondem pessoas, cidades, lugares, momentos importantes da minha vida que coloquei no livro. E Joinville, claro, não poderia ficar de fora. Eu não cito a cidade nominalmente, mas ela está lá. A obra chega agora ao público graças a uma bem sucedida campanha de financiamento coletivo que conseguiu levantar R$ 14 mil para a impressão de 500 cópias. Elas irão para os apoiadores, livrarias e escolas. E, apesar de ser um tomo de mais de 400 páginas, não houve espaço para contar a história toda, então um segundo volume está a caminho. - Ainda não sei se vai ser uma série. História neste universo ainda tenho para contar. Mas vai depender muito do público, da recepção que o livro tiver. Se for positiva, eu continuo. Só sei que não vou parar de escrever. Tenho outras histórias para contar, não fantásticas até. Pretendo levá-las adiante – garante Reinert.